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Urgências nocturnas podem reabrir em Azambuja

Urgências nocturnas podem reabrir em Azambuja

Encerramento do Centro de Saúde à noite ainda não está decidido

A laboração contínua de muitas unidades industriais do concelho de Azambuja poderá levar a Administração Regional de Saúde a repensar o encerramento nocturno do Centro de Saúde a partir de Setembro. Mas durante o mês de Agosto não haverá serviço de urgências à noite.

Edição de 28.07.2004 | Sociedade
“Qual é o preço de uma vida? Não temos médicos disponíveis para situações de emergência à noite. Em situação de enfarte o que acontecerá ao doente antes de chegar ao Hospital de Vila Franca? Provavelmente morre”.Francisco Graça, segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja e técnico de emergência médica, foi uma das vozes críticas que se ouviu na noite de sexta-feira no Páteo do Valverde, durante um debate sobre o futuro do Centro de Saúde de Azambuja, organizado pelo Jornal Malaposta em colaboração com a associação comercial Acisma.Perante uma plateia repleta de populares, a coordenadora da Sub-Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Sílvia Graça, mostrou-se sensível à preocupação dos munícipes, mas insistiu em explicar as dificuldades de manter em funcionamento ininterrupto o Centro de Saúde de Azambuja.A maioria dos 13 médicos que prestam serviço na unidade já ultrapassou os 55 anos e têm por isso direito a isenção de trabalho nocturno, o que impossibilita a continuação das urgências nocturnas a partir de Setembro.O representante do Movimento Cívico contra o Encerramento do Centro de Saúde de Azambuja, Armando Martins, lembrou à responsável que o concelho possui várias unidades industriais a trabalhar em laboração contínua. Um argumento que poderá levar a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo a repensar a situação e a desenvolver esforços para impedir que o centro feche à noite. “A solução para o Centro de Saúde de Azambuja está a ser ponderada. O trabalho nocturno em algumas empresas pode ser um novo aspecto a ter em conta”, garantiu Silvia Graça, remetendo a responsabilidade da decisão final para o conselho de administração da ARS.Tal como aconteceu no ano passado, o centro encerrará à noite durante o mês de Agosto, mas o cenário que os utentes encontrarão a partir de Setembro fica ainda em aberto. Na próxima semana a responsável adiantará a data em que será conhecida a decisão.Silvia Graça lembra que dos 45 centros de saúde na região da Grande Lisboa, apenas quatro possuem serviço de atendimento permanente, entre os quais se encontra o de Azambuja. Apesar das explicações da responsável, os utentes não compreendem porque se avançou com a construção do novo centro de saúde, que será inaugurado em Outubro, sem que estivessem garantidos os médicos. “Teremos um novo centro de saúde a funcionar em horário de funcionalismo público? A solução não é o Hospital de Vila Franca. A administração central já reconheceu que o hospital atingiu o seu limite”, protestou o representante da Acisma. Daniel Claro considera que responsáveis já deveriam ter previsto que isto iria acontecer. Caso a situação não se inverta o movimento cívico está disposto a avançar com uma marcha lenta no início de Setembro. Pretende também realizar uma sátira no largo do município com críticas dirigidas à gestão dos serviços de saúde.Ana Santiago
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