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Chamusca basket quer desenvolver a modalidade no concelho

Novo clube fica com os direitos desportivos da União de Chamusca no basquetebol

Chamusca Basket é o nome do novo clube que acabou de nascer na Chamusca. Como o nome indica, é um clube que vai dedicar-se em exclusivo ao desenvolvimento do basquetebol, e nasceu de um “divórcio amigável” dos elementos da secção de basquetebol e da União Desportiva de Chamusca.

Edição de 04.08.2004 | Desporto
O novo clube vai gerir todo o basquetebol que integrava e representava a União Desportiva de Chamusca, situação que fica a dever-se ao facto da actual direcção do clube não ter condições para fazer o acompanhamento eficaz da modalidade, que é uma das mais representativas do desporto chamusquense.Nos últimos dois anos, com o regresso do futebol sénior à União, o basquetebol passou a ser visto no seio do clube como uma modalidade secundária e a divisão das verbas recebidas começou a ser contestada pelos elementos da secção de basquetebol, que se consideravam discriminados. A possibilidade de criação de um clube exclusivamente ligado ao basquetebol começou a tomar forma.No entanto, sempre que a situação da formação de um clube ligado exclusivamente ao basquetebol era aflorada, subsistia sempre a questão da posse dos direitos desportivos, dos equipamentos e também de duas carrinhas de transportes de jogadores, que apesar de terem sido adquiridas pela secção de basquetebol, estavam integradas no activo da União, e de que a anterior direcção nunca mostrou intenção de abrir mão.A chegada de uma nova direcção, presidida por Fernando Milheiro, que desde o primeiro momento assumiu o futebol como grande prioridade, trouxe de novo o tema à ribalta. Após duas reuniões entre a direcção e a Secção de Basquetebol, os dirigentes reconheceram a falta de disponibilidade financeira para promover o desenvolvimento do basquetebol, e foi possível chegar a acordo quanto à separação do basquetebol da União.Com a vontade de resolver a situação por parte da actual direcção da União, foi possível chegar a um entendimento. As carrinhas e os equipamentos passaram para o novo clube. Os direitos desportivos não foram comprados, mas a comissão instaladora do novo clube, que se vai denominar de Chamusca Basket, comprometeu-se a pagar os cerca de dois mil euros de dívidas que existiam para com a Federação e a Associação de Basquetebol Santarém. “Verba que já pagámos por completo”, garantiu António José Costa, um dos elementos da comissão instaladora do novo clube.Entretanto, Fernando Milheiro, em declarações a O MIRANTE, confirmou que o “divórcio” foi amigável. “Reunimos com os elementos da secção, apresentámos a nossa proposta para que o basquetebol continuasse na União, mas reconhecemos que não oferecemos muito. Foi assim que chegámos à conclusão de que era mais favorável para a modalidade a criação de um clube que lhe fosse inteiramente dedicado, e por isso não colocámos qualquer obstáculo à sua saída”, salientou o presidente da União.No entanto, Fernando Milheiro não está totalmente conformado com a saída do basquetebol da União. “Quando tomámos posse a nossa intenção era a de manter todas as secções. Infelizmente não foi possível manter o basquetebol, uma das modalidades de maior prestígio do clube. Mas a secção de basquetebol não vai acabar. Fica agora sem actividade, mas um dia mais tarde pode voltar ao activo. Essa posição foi salvaguardada no acordo que fizemos”, referiu Fernando Milheiro.A trabalharem todasas frentesAntónio José Costa, Manuel Azevedo e Joaquim Romão, três elementos da comissão instaladora do novo clube, enquanto fazem questão de referir a transparência com que toda esta modificação foi conduzida, garantem que o Chamusca Basket, ainda em fase de arranque, já está a trabalhar para a próxima época. “Vamos manter toda a estrutura do basquetebol que tem sabido dignificar a Chamusca: uma equipa de seniores a disputar a primeira divisão nacional, que mantém o plantel da época passada e reforçada com Ricardo Martinho, um jogador que fez a sua formação na União, e representava o Santarém Basket, e Frederico, que vem do Marinhense”, garantiu Manuel Azevedo.Mas a aposta maior vai continuar a ser na formação. “Vamos manter todas as equipas dos escalões de formação, e este ano vamos ter finalmente a possibilidade de jogar na Chamusca, num pavilhão com todas as condições, e onde pretendemos trabalhar para que a população do concelho venha ver o trabalho que efectuamos com os jovens”, referiu Manuel Azevedo.A motivação dos elementos da comissão instaladora do novo clube é muito grande, estão conscientes das dificuldades que vão ter que enfrentar, principalmente nesta fase inicial do projecto. “Estamos dispostos a trabalhar, pedimos o apoio das pessoas, movimentamos cerca de 120 jovens, sabemos que é um número que pode vir a aumentar, temos tido um grande apoio dos pais dos jovens e continuamos a contar com eles, porque queremos que o Chamusca Basket represente condignamente o concelho da Chamusca”, afirmou António José Costa.“Vamos procurar patrocínios para as nossas equipas. Temos um bom produto promocional. A nossa equipa de seniores vai jogar na primeira divisão, actuando em grande parte do país incluindo as ilhas. As nossas equipas jovens disputam também todos os anos os campeonatos nacionais. Gostávamos por isso de poder contar com um patrocinador forte do concelho”, disse em jeito de estímulo Joaquim Romão.Entretanto, já foi efectuado o sorteio do Campeonato Nacional da Primeira Divisão de Basquetebol, e por isso conhecidos os adversários, que se dispersam da Chamusca até aos Açores. O início está marcado para o dia 16 de Outubro, dia em que o Chamusca Basket recebe o Juventude de Évora.

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