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Oito ribatejanos a caminho dos Jogos Olímpicos

Atletas da região preparam-se para representar Portugal em Atenas

Susana Feitor, Inês Henrique, João Vieira e Rui Silva, em atletismo, Nuno Merino, em trampolim individual, Nuno Delgado, em judo, Gonçalo Amorim, em ciclismo, e provavelmente, Maria Areosa, em triatlo, são os atletas ribatejanos que vão estar presentes nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Edição de 04.08.2004 | Desporto
Os jogos Olímpicos Atenas 2004 - jogos do centenário - começam a 13 de Agosto e na comitiva portuguesa seguem pelo menos sete atletas que vão tentar levar bem alto o nome de Portugal, mas também do Ribatejo, zona de onde são naturais ou cujos clubes representam.No atletismo, as responsabilidades são repartidas por três marchadores e um atleta de meio fundo. Susana Feitor, João Vieira e Inês Henriques, todos do Clube Natação de Rio Maior (CNRM), e Rui Silva, do Sporting Clube de Portugal, são esperanças portuguesas para uma boa classificação. Se na marcha feminina, Susana feitor tinha lugar “cativo”, faltavam apenas dois postos para três atletas. E nos Campeonatos de Portugal de Pista, realizados no sábado, em Lisboa, na prova de 20 quilómetros, foram Inês Henriques e Maribel Gonçalves (Marítimo) a garantir a presença em Atenas. Vera Santos desistiu e ficou fora dos Jogos Olímpicos, apesar de, em três ocasiões também ter feito os mínimos para poder estar na Grécia.Susana Feitor é daquelas atletas de quem sempre se espera mais nas grandes participações internacionais. Optando por uma prova mais rápida nos Campeonatos de Portugal, a atleta diz ter feito um bom teste que lhe permite fazer uma recuperação mais rápida.Quanto a objectivos para os Jogos Olímpicos centenários, a atleta de Rio Maior não embarca em grandes euforias e indica que um lugar entre as oito primeiras já será muito bom. “Foi o que previ antes de ter estado lesionada, mas mantenho essa fasquia”, acrescentando que a única verdadeira desilusão seria ficar fora do top 16. Para já, segue-se um estágio de dez dias em Vila Real de Santo António até ao regresso a Rio Maior (13 Agosto) e a partida para Atenas (16 Agosto). Os 20 quilómetros marcha realizam-se no dia 23 do mesmo mês. “É necessária uma ambientação a Atenas, tanto ao clima muito quente como à rotina da cidade e transporte entre a aldeia olímpica e o local de treino”, explicou. Apesar de ter feito mínimos em três ocasiões, Vera Santos desistiu nos 20 quilómetros e perdeu a oportunidade de estar presente nas olimpíadas, face à superioridade das suas adversárias. Uma sorte que a atleta já indiciara na sexta-feira anterior a O MIRANTE, reconhecendo que teria de fazer a sua melhor prova de sempre, batendo o recorde pessoal por um minuto para alcançar os objectivos. O que acabou por não acontecer. Apesar de ter feito os mínimos, havia apenas dois lugares vagos para três atletas e foi Vera Santos a ficar de fora. Para Inês Henriques, o segundo lugar nos 20 quilómetros foi a confirmação das expectativas de qualificação para Atenas. De acordo com a atleta, o treino tem corrido bem, assim como o estágio realizado e a sua forma competitiva. Segue-se agora um estágio de dez dias em Vila Real de Santo António, no Algarve. Quanto a objectivos, Inês Henriques diz apenas que vai tentar fazer o melhor e levar mais longe possível o nome de Portugal.Mais à vontade esteve sempre João Vieira antes e durante os campeonatos de Portugal. Foi o único elemento da marcha masculina na distância de 20 quilómetros e o terceiro nos 50 quilómetros marcha. No estádio Universitário, o atleta do Clube de Natação de Rio Maior obteve o sétimo título e o sexto consecutivo e deixando a concorrência a minuto e meio de distância. Quanto a perspectivas para Atenas, João Vieira vai apostar na prova de 20 quilómetros, distância na qual possui a melhor marca. “Tem sido uma época muito competitiva com deslocações a provas em vários países, apesar das lesões. Mas vou para Atenas com o objectivo de tentar fazer um bom resultado, o que seria classificar-me entre os 16 primeiros”, referiu a O MIRANTE.Só depois da prestação na distância mais curta, João Vieira irá decidir se opta pelos exigentes 50 quilómetros marcha, oito dias depois da primeira prova. Depois de um estágio de três semanas a norte de Madrid, João Vieira vai partir para outros dez dias de concentração no Algarve. O regresso a Rio Maior está marcado para 14 de Agosto e a partida para a Grécia, dois dias depois.Trampolinscom boas expectativasNa ginástica, em trampolim individual, a palavra cabe a Nuno Merino, atleta do Lisboa Ginásio Clube que se formou no Ginásio Clube de Tomar. Em fase final de preparação e com as lesões debeladas, o ginasta afirma-se muito bem preparado para o desafio das olimpíadas. “Realizei uma prova em Santa Maria da Feira e em todas as série sem grandes falhas. Estou a tentar ser mais estável no trampolim e manter uma suplesse e altura constantes”, referiu ao nosso jornal.No que respeita a objectivos e com apenas 16 atletas em competição, Nuno Merino sabe que os maiores adversários são alemães, russos, bielorrussos e ucranianos. Mas a primeira meta é chegar às meias finais onde vão estar oito ginastas. “É difícil passar mas na final tudo é possível. apesar de saber que chegar ao pódio é muito complicado”, admite.Dois grupos de oito atletas vão executar uma primeira série de saltos, seguindo-se uma segunda série realizada por todos. Passam oito à final que vão disputar as medalhas. Nuno Merino parte a 9 de Agosto para Atenas, realizando-se a prova a 21 de Agosto. Gonçalo Amorimagarra últimaoportunidadeO ciclista Gonçalo Amorim, natural e residente no Cartaxo, faz parte do quarteto que vai representar Portugal nas olimpíadas, que inclui Nuno Ribeiro, Cândido Barbosa e Sérgio Paulinho.O ciclistas ribatejano, que estava pré-seleccionado e que já na semana passada havia confirmado a O MIRANTE que esperava ser convocado, ficou satisfeito com a confiança do técnico nacional.Aos 31 anos, Gonçalo sabe que esta era sua última oportunidade para disputar os Jogos Olímpicos e vai dar tudo por tudo parta fazer um bom resultado, ele que habitualmente é um trabalhador na sua equipa.“Em 1992 estive prestes a ir a Barcelona, mas o ciclismo não constou do programa olímpico e senti bastante pena. Depois, em 1996 e 2000 não fui chamado, mas agora surgiu a oportunidade, algo que muito ambicionava”, referiu Gonçalo Amorim na terça-feira à Agência Lusa.Muito experiente, o ciclista cartaxeiro promete apresentar-se à imagem do que faz nas estradas portugueses: “É um orgulho participar nos Jogos Olímpicos. Como também já estive na Volta a Espanha, só falta o Tour... vamos ver se a Volta a França ainda vem”, concluiu.Maria Areosa à esperaAinda sem saber o que o futuro lhe reserva está a triatleta Maria Areosa que, a pouco mais de uma semana do início dos Jogos Olímpicos, vive a indefinição da sua presença em Atenas. “Não sei o que se passa. Saiu uma lista final com os atletas apurados mas já falei com quem elabora o ranking que nega ter feito qualquer classificação”, conta a atleta que, apesar da incerteza, continua treinar como se fosse para os jogos. São apurados os 48 primeiros a nível mundial e Maria Areosa encontrava-se na última posição desta lista.A competição de triatlo feminino disputa-se a 26 de Agosto e Maria Areosa afirma-se preparada psicologicamente para qualquer decisão. Caso venha a ser apurada a atleta do Cartaxo diz que nunca deverá ter um grande resultado dado ser a estreia e estar a recuperar de uma lesão no pé. O MIRANTE tentou por vários meios falar com Rui Silva e Nuno Delgado, outros dois atletas ribatejanos, mas até ao fecho da edição (terça-feira) tal revelou-se impossível.

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