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Rentabilidade dos fundos de pensões diminui

Edição de 04.08.2004 | Economia
A rentabilidade dos fundos de pensões portugueses caiu 0,2 por cento em Julho, apresentando perdas de 2 por cento no segmento accionista e ganhos de 0,9 por cento nas aplicações obrigacionistas, anunciou a consultora Mercer Investement Consulting.Segundo a consultora, o desempenho positivo em Julho do mercado de taxa fixa [obrigações], com uma valorização de 0,9 por cento, dá-se após três meses com rentabilidades negativas ou ligeiramente acima de zero.No entanto, o segmento obrigacionista continua ainda “a recear uma possível subida [do preço do dinheiro]”, pode ler-se no comunicado da cobnsultora, pelo que os investidores preferem esperar mais algum tempo para voltarem em força às compras.Com o preço do crude a bater todos os recordes, a inflação passou a ser “o tema dominante e o motivo de preocupação para os investidores e bancos centrais”, refere- se no comunicado.Além disso, “o pessimismo dos investidores aumentou influenciado por um certo abrandamento do crescimento económico nos Estados Unidos”, lê-se ainda.Assim, nos mercados accionistas assistiu-se a certo compasso de espera com os investidores a aguardarem por sinais mais concretos sobre a recuperação económica nas principais economias mundiais, numa altura em que a incerteza geopolítica associada ao Médio Oriente continua a justificar elevada volatilidade nas bolsas.Nesta conjuntura, os mercados accionistas não europeus foram os mais penalizados (menos 3,4 por cento), quando comparados com os mercados accionistas europeus (menos 1,7 por cento).As estimativas feitas pela Mercer sugerem que o segmento de accionista da carteira dos fundos de pensões portugueses registou em Julho desvalorização de 0,6 por cento compensada pela valorização de 0,6 por cento nas obrigações e de 0,2 por cento nos “hedge funds” e 0,4 por cento no segmento imobiliário.A consultora refere ainda que em termos médios, os fundos de pensões portugueses investem 64 por cento da sua carteira em obrigações, 26 por cento em acções e cinco por cento em “hedge funds” (fundos de risco) e a mesma percentagem em fundos imobiliários.Lusa

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