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Sete meses à espera de uma indemnização

Sete meses à espera de uma indemnização

EDP assumiu as culpas dos danos mas a seguradora ainda não pagou

Uma empresa de Santarém está há sete meses à espera de uma indemnização por danos causados por sobrecarga na rede de distribuição de electricidade. A EDP assumiu a responsabilidade dos danos mas a sua seguradora, a Fidelidade Mundial, ainda não pagou o montante em causa e quem ficou a arder foi a empresa, que enquanto não pagar a reparação não recebe mais material.

Edição de 04.08.2004 | Economia
Uma sobrecarga na rede de distribuição da EDP (Energias de Portugal), na véspera do Natal passado, avariou vários equipamentos da loja de fotografia Trifoto, no Cartaxo, na rua Batalhoz. O excesso de corrente afectou três máquinas reveladoras, o aparelho de ar condicionado e os computadores da loja, cuja reparação ascendeu a 65 mil euros.A EDP assumiu desde logo a responsabilidade pelos danos mas, sete meses depois, a empresa Fernandes & Ventura, que é proprietária das lojas Trifoto, ainda não recebeu o valor da indemnização. A empresa de energia delegou a responsabilidade civil na sua seguradora - a Fidelidade Mundial - que por sua vez entregou o caso a uma empresa de peritagem, que ainda não concluiu o processo nem estabeleceu o valor da indemnização a atribuir.Mas os problemas para a empresa de Santarém, que além da loja do Cartaxo tem quatro estabelecimentos abertos na capital do distrito, não se ficaram pelo material danificado. Durante cerca de duas semanas todos os trabalhos de revelação solicitados na loja do Cartaxo tiveram de ser feitos em Santarém, o que obrigou a várias deslocações diárias entre as duas cidades, além da perda de muitos serviços, porque alguns clientes não queriam esperar meio dia para revelar as fotografias.Mas o pior veio já no mês de Julho. A empresa que fez a reparação das máquinas reveladoras danificadas devido ao excesso de carga exigiu o pagamento do conserto e, enquanto isso não acontecer, não fornece mais material (papel e tintas) para os equipamentos, o que vai obrigar a nova paragem das máquinas, não só no Cartaxo mas também em Santarém, onde há outros aparelhos da mesma marca.“Eu percebo a posição deles. Estão a pressionar porque querem o dinheiro. Nós não temos culpa, mas somos nós que vamos ser mais uma vez prejudicados porque vamos ter de mandar imprimir as fotografias noutras lojas, vamos gastar dinheiro com as deslocações e vamos perder clientes ainda por cima nesta altura do Verão” queixa-se Evaristo Fernandes, um dos sócios gerentes da Trifoto.O empresário não percebe a demora e as dificuldades levantadas, uma vez que outros comerciantes da Rua Batalhoz que também viram equipamentos danificados no dia 24 de Dezembro devido à sobrecarga na rede eléctrica, já receberam as indemnizações. A revolta é ainda maior porque a Fidelidade Mundial, seguradora da EDP, é a mesma onde a Trifoto tem todos os seus seguros, uma situação que Evaristo Fernandes admite rever se o assunto não for resolvido em breve.O MIRANTE tentou obter uma posição oficial da Fidelidade Mundial, mas apesar de várias tentativas não foi possível obter qualquer resposta até ao fecho desta edição.
Sete meses à espera de uma indemnização

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