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Vinho irreverente

Vinho irreverente

Adega Cooperativa de Almeirim lança novos produtos e aposta na internacionalização

A Adega Cooperativa de Almeirim está prestes a lançar um vinho que pretende conquistar os consumidores jovens pela irreverência. Sendo a que mais vinho produz no país, a cooperativa aposta na qualidade e na internacionalização.

Edição de 04.08.2004 | Economia
Para tentar combater a força que a cerveja tem junto dos consumidores jovens, a Adega Cooperativa de Almeirim (ACA) prepara-se para lançar um produto irreverente. Destinado a um público-alvo dos 18 aos 35 anos, este vinho distingue-se pela sua leveza e frescura. Segundo o enólogo da ACA, António Ventura, trata-se de um produto sazonal que se vai vender sobretudo no Verão. É um vinho muito gaseificado e macio, distingindo-se por ter aptidões especiais que prometem conquistar os jovens.O lançamento do produto pode ocorrer ainda este ano e será comercializado em garrafas idênticas às do champanhe. Este é um dos grandes projectos da adega que está equipada com o mais moderno equipamento. A ACA, fruto do grande desenvolvimento que teve e de uma aposta séria na modernização, é hoje a cooperativa que mais produz a nível nacional. Com uma produção de mais de 30 milhões de quilos de uva por ano, a adega vai lançar para o mercado um novo vinho da marca Marachas. O tinto cabernet sauvignon. E espera-se que em 2006 apareça também um novo vinho da casta syrah. A gama Marachas tem cerca de 2 anos e foi lançada no auge da moda dos vinhos monovarietais (produzidos com uma só casta). Apesar deste tipo de vinhos já não colherem a grande preferência dos consumidores portugueses, a ACA vai continuar a apostar no Marachas porque tem registado uma boa aceitação do público. Aliás, é uma das gamas que mais prémios tem dado à adega em concursos nacionais e internacionais. Só este ano já conquistou medalhas de prata em Paris e Bruxelas.No topo está o Varandas Tinto de 2001, que alcançou a medalha de ouro em Bordéus. Foi um prémio que constituiu um feito para Portugal e causou espanto na região. É que Almeirim sempre foi conhecida pelos seus vinhos brancos, que ainda dominam a maior parte da produção. O Varandas é o sinal de que a ACA também sabe e pode produzir tintos de elevada qualidade. O futuro passa pelo reforço do investimento no aspecto qualitativo, aproveitando o trabalho feito na reconversão das vinhas. A adega vai intensificar o apoio técnico aos cerca de 600 associados, acompanhando todo o processo de produção, desde as podas às vindimas. Porque, como diz António Ventura, “sem boas uvas não há bom vinho”. “Temos uma adega que é das mais bem equipadas do país, mas falta ainda uma componente profissional na viticultura. Se dermos esse apoio aos associados podemos subir mais uns degraus na qualidade”, sublinha o enólogo. Nesta campanha a ACA prevê começar a vindima na segunda semana deste mês. No entender de António Ventura a produção deve andar perto dos números do ano passado (34 milhões de quilos). Há boas perspectivas em termos de qualidade das uvas e se as condições climatéricas não se alterarem muito os vinhos deste ano vão ser muito bons. Acompanhando o crescimento e no sentido de escoar a produção, a adega está empenhada nas exportações, já que o mercado nacional está saturado de marcas. Ao ponto de haver, diz o enólogo, uma competição “canibalesca”. Considerado como um mercado florescente, a ACA está a apostar no Brasil, mas também está a levar os vinhos de Almeirim para Angola, Suécia e Noruega. A experiência internacional da adega de Almeirim já tem alguns anos, tendo apostado sobretudo em Inglaterra.A ACA chegou a ser o maior exportador de vinhos nacionais para o mercado inglês, posição que perdeu devido à falta de capacidade em abastecer aquele mercado. É intenção agora reactivar este mercado, considerado altamente competitivo.
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