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Compradores da torre de Azambuja desapareceram

Compradores da torre de Azambuja desapareceram

Prédio de oito pisos continua à venda
Edição de 04.08.2004 | Sociedade
Dois potenciais compradores do prédio de oito pisos, que há mais de 20 anos se encontra por acabar junto à Estrada Nacional 3, em Azambuja desistiram de efectuar negócio com a Santa Casa da Misericórdia, proprietária do imóvel.A primeira empresa interessada em adquirir o imóvel sugeriu uma alteração à proposta inicial apresentada pela Santa Casa da Misericórdia. A instituição aceitou as alterações, mas os interessados não compareceram nas duas reuniões que foram marcadas posteriormente.O segundo contacto com a Santa Casa da Misericórdia foi feito com outra empresa de construção. O contrato de promessa de compra e venda chegou a estar marcado, mas a empresa não compareceu na conservatória no dia e hora marcados.O prédio inacabado, que foi colocado à venda em Março deste ano, continuará à espera de potenciais interessados. O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Armando Aparício, garante que está confiante que o dia do negócio não deverá tardar. “Não é um negócio fácil. Não se trata da venda de apenas um andar. É um prédio com características específicas”, justifica.Armando Aparício diz que a Santa Casa da Misericórdia já estabeleceu um preço de referência para a venda do imóvel, abaixo do qual não deverá concretizar o negócio.Ao contrário do que aconteceu quando a instituição decidiu colocar o prédio à venda, em que as propostas foram abertas ao mesmo tempo, desta vez a Santa Casa irá negociar directamente com os interessados. O provedor lembra que a mesa da Santa Casa da Misericórdia, que tomou posse há cerca de um ano, tem tentado encontrar uma solução para a torre.O presidente da Câmara Municipal de Azambuja já admitiu publicamente a possibilidade de demolir a torre devido aos “problemas de salubridade e segurança”, caso não seja possível encontrar um promotor privado interessado em acabar o imóvel. Mas Armando Aparício está convicto de que não será necessário chegar a esta situação.A instituição de solidariedade social é legalmente detentora do imóvel desde 1996. A ideia inicial era transformar o prédio num lar de idosos, mas devido à apertada legislação que regulamenta este tipo de equipamentos não foi atribuído alvará para esse fim.A torre começou a ser construída há 20 anos. A empresa construtora não a conseguiu concluir e ficou apenas a estrutura de tijolo. O imóvel continua inacabado, serve de refúgio de algumas pessoas sem abrigo e toxicodependentes e já chegou a motivar operações da GNR.
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