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“É difícil abandonar o sistema”

“É difícil abandonar o sistema”

António Campos, director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social
Edição de 04.08.2004 | Sociedade
O director do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, António Campos, garante que alguns dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) conseguem encontrar um lugar na sociedade e deixam de precisar da prestação para sobreviver, mas admite que não é fácil. “A maior parte das pessoas que estão no sistema têm muita dificuldade em sair”, afirma.António Campos lembra que o RSI não se limita a pagar uma prestação ao requerente. O objectivo é a integração do indivíduo. É por isso que o requerente é obrigado a estar inscrito no centro de emprego.As acções de formação, previstas no processo de inserção, têm também que ser analisadas tendo em conta as especificidades de cada um, sob pena de muitos acabarem por desistir.A finalidade da ajuda é devolver as pessoas à sociedade. “Queremos que as pessoas deixem de depender do sistema e consigam ser cidadãos autónomos”, explica António Campos.O tipo de pessoas que recebe a prestação do RSI é muito variado. Idosos cujo rendimento está abaixo da pensão mínima, pessoas com deficiência, agregados toxicodependentes e portadores de HIV são alguns dos beneficiários. Há no entanto famílias que recorrem a este apoio por situações de desemprego e jovens casais com dificuldades monetárias.O número de beneficiários divide-se pelos 21 concelhos do distrito de forma equitativa. O valor da prestação varia segundo o agregado familiar, mas pode ir dos 150 euros (valor da pensão social) até aos 600 euros. Trinta por cento dos beneficiários são idosos que recorreram àquele apoio por não possuírem outro meio de subsistência.
“É difícil abandonar o sistema”

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