uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Transportadoras querem isenção de portagens em troço da A1

Empresários preocupadas com obras na Ponte da Asseca
Edição de 04.08.2004 | Sociedade
Os custos de exploração das empresas de transportes da zona de Santarém vai agravar-se com a proibição de passagem de camiões na ponte da Asseca, Estada Nacional 3. As alternativas implicam mais quilómetros e mais despesas. Os empresários querem deixar de pagar portagem na A1, entre Santarém e Aveiras, enquanto durarem as obras.As empresas de transportes que utilizam a Estrada Nacional (EN) 3 para aceder a Lisboa querem deixar de pagar portagem na A1 no troço entre Santarém e Aveiras de cima enquanto os veículos com peso bruto superior a 20 toneladas estiverem impedidos de transitar na Ponte da Asseca, na zona de Santarém.Os empresários justificam a sua pretensão com o agravamento dos custos de exploração que vão ter enquanto durarem as obras no loca,l uma vez que as alternativas ao percurso habitual obrigam a percorrer mais quilómetros e ao pagamento de portagem, coisa que não sucedia. a falta de alternativas e no aumento de custos desde que o Instituto de Estradas de Portugal (IEP), a 29 de Julho, interditou o trânsito naquele local a veículos com peso bruto superior a 20 toneladas.As obras iniciaram-se a 29 de Julho e como percursos alternativos à EN3, o IEP sugere a utilização a auto-estrada A1, no lanço entre Santarém e Aveiras de Cima e um percurso pela EN 114 em direcção a Rio Maior, seguindo pelo IC 2, EN 366 e pela EN 365-2 - variante do Cartaxo a Aveiras de Cima. A EN3 era a via mais utilizada pelos camionistas desde que , há mais de um ano, foi proibido o trânsito de pesados na ponte de Muge, concelho de Coruche, inviabilizando assim a utilização da EN118.João Pacheco, administrador da empresa Natália & Fortunato diz que a situação é extremamente gravosa uma vez que qualquer das alternativas apontadas pelo IEP é muito mais cara. A sua frota de nove camiões transitava normalmente pela Nacional 3 e a actual situação é preocupante. “Fazemos mais quilómetros, gastamos mais tempo – e tempo é dinheiro, como se sabe – e há o custo das portagens”, explica.Os semi-reboques que já pagam 4,5 euros entre a Aveiras de Cima e Alverca, terão que desembolsar mais 2,95 euros pelo percurso até Santarém, em cada viagem de ida e volta.Sedeada na Zona Industrial de Santarém a transportadora Vieira Vacas irá ter “um prejuízo enorme”. O seu proprietário, António Faia, deita contas à vida e calcula que com os seus trinta veículos irá perder entre 250 a 500 euros diários. É que grande parte do serviço prestado pelos seus 30 veículos provém de empresas da zona e destina-se a grossistas da zona de Azambuja.O empresário não tem papas na língua e acusa o director de estradas de Santarém, Alcindo Cordeiro, de “deitar a economia da região para o charco”. A hipótese de suspensão de pagamento de portagem na A1 é para ele a solução porque o percurso alternativo por ali é “o melhor dos piores”, diz com ironia.Na mesma área de negócio a Transportes Artur Belchior também se sente afectada pela situação, já que as três dezenas de camiões da empresa deslocam-se habitualmente a unidades industriais situadas na fronteira dos concelhos de Cartaxo e Santarém, como a Lusofane (tubos plásticos) e Ipetex (têxtil), a meio caminho na EN3.“As obras são necessárias mas não há alternativas e penso que a Brigada de Trânsito devia ter acordado com as empresas uma forma limitar a passagem de camiões em determinadas horas”, sustenta Artur Belchior.Para piorar a situação há um conjunto de outras vias que também sofreram alterações à circulação. É o caso do condicionamento do tráfego na ponte da Freiria (concelho de Rio Maior), na EN 114-2, bem como a ponte do Reguengo, condicionada à passagem de veículos com peso bruto superior a dez toneladas, e de Santana, até 30 toneladas, ambas no concelho do Cartaxo.Um grupo de empresas enviou, na sexta-feira, um fax à Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), dando conta do comunicado do IEP sobre o condicionamento na EN3, assim como as dificuldades por que irão passar as empresas suas associadas na região.O MIRANTE tentou saber junto da administração do IEP por quanto tempo se prevê a realização de obras na Ponte da Asseca, mas do Gabinete de Comunicação e Imagem daquele organismo veio a resposta de que não há prazo de conclusão previsto. O motivo prende-se com o facto de ainda se estar a avaliar o tipo de intervenção a fazer no local.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...