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Uma residência para doentes

Liga dos Amigos do Hospital de Santarém deita mãos à obra
Edição de 04.08.2004 | Sociedade
A Liga dos Amigos do Hospital de Santarém (LAHS) pretende construir uma residência temporária para pessoas com problemas oncológicos e neurológicos. A instituição já tem terreno e projecto, faltando arranjar metade dos 600 mil euros em que estão orçadas as obras. Para arranjar o dinheiro, a liga vai avançar com acções de sensibilização junto de instituições, como a Gulbenkian, Fundação Oriente, bem como empresas e laboratórios farmacêuticos. O terreno previsto para edificar o projecto, junto ao Hospital de Santarém, foi cedido pela câmara municipal. O projecto contempla 15 quartos que se destinam ao internamento temporário para os doentes em tratamento ambulatório no hospital e que residam fora de Santarém. Pessoas cuja situação clínica está em fase terminal e sem condições de domicílio.A ideia surgiu em 1998 como forma de complementar os serviços da unidade hospitalar. Além dos quartos com casa de banho privativa, a residência terá ainda salas para ocupação dos tempos livres, ginásio para tratamentos de fisioterapia e aulas de ginástica, cabeleireiro e barbeiro, refeitório, serviço de apoio domiciliário e apoio às famílias. Numa primeira fase, a residência temporária prevê trabalhar com um médico e três enfermeiras, procurando estabelecer parcerias com o Ministério da Saúde e Segurança Social. Recorde-se que a anterior ministra da Saúde, Maria de Belém, disponibilizou cerca de sessenta mil euros para a obra. Um ano cheio de acções de solidariedadeA LAHS nasceu em 1988 pela mão de António Albergaria, tendo como objectivo principal fazer o acompanhamento dos doentes, distribuindo alimentos, medicamentos e complementando outras necessidades.Em 2003, a LAHS realizou mais de 102 mil euros em acções de solidariedade social. Ao que acresce 48 mil euros em ajudas técnicas, na aquisição de objectos como óculos, muletas, ou em acções simbólicas junto dos doentes oncológicos do hospital. É o caso da distribuição de leite, café e bolos, o que totalizou mais de três mil euros. A liga dispõe ainda de uma carrinha, que no ano passado fez mais de 12 mil transportes de funcionários e doentes da unidade hospitalar.

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