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Rock “made in Coruche”

Rock “made in Coruche”

“Português Suave” e “Filhos da Terra” voltam a animar a festa

A partir das 00h30 de dia 15 de Agosto, domingo, o protagonismo musical das Festas de Coruche pertence a bandas ali nascidas. Ao palco das tasquinhas sobem os “Português Suave” e os “Filhos da Terra” para tocar alguns sucessos nacionais e internacionais. Pelo meio vão surgir alguns originais.

Edição de 10.08.2004 | Cultura e Lazer
São naturais do concelho de Coruche e presença habitual nas festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo. Andam na casa dos 30 anos com algumas excepções e tocam músicas bem conhecidas de todos. São especialistas em “covers”, ou seja, cantam músicas de grupos e cantores conhecidos. Chamaram-se “Chupa Cabras” e fizeram alguns inéditos, mas em 1992 passaram a designar-se “Português Suave”, para sempre. Rui Álvaro (bateria), Pilão (guitarra), Malan (teclas), Tó Grancho (guitarra), David Marques (baixo) e Baganha (vocalista) dão corpo ao grupo.Tocam essencialmente música portuguesa. As referências são os dinossáurios Xutos & Pontapés mas, num registo mais pop, também interpretam êxitos de bandas como Sétima Legião, Pólo Norte, UHF, GNR, Paulo Gonzo, entre outras.Depois de algum tempo sem um rumo definido, os “Português Suave” estão a ganhar embalagem. Fazem um circuito de festas e bares no concelho de Coruche e limítrofes, caso da festa da cerveja da Erra e a Semana da Juventude.Uns passaram pelo conservatório ou escolas de músicas enquanto outros são autodidactas. Fora as horas de lazer são empregados fabris e de escritório e comerciantes. As noites de segunda-feira são reservadas aos ensaios em serões que vão pela noite dentro na arrecadação da casa dos pais de Rui Álvaro, o baterista, na freguesia da Lamarosa. No cimo de um monte velho onde só se ouvem os grilos. Depois de alguns anos de travessia do deserto os “Português Suave” estão a ganhar embalagem para uma nova vida. O maior sucesso da banda, como faz questão de realçar David Marques, é a amizade que une os seus elementos.Um mini-cd e aparições na TVSão os “Filhos da Terra” porque nasceram em Coruche e adoptaram essa condição para o nome da banda. Tudo aconteceu em 1994 e a estreia não podia ter sido melhor para Manuel Guilherme (guitarra), Carlos Filipe (vocalista), Tó Zé (teclas), Helder Filipe (baixo), David Carrapo (saxofone) e Arménio Santos (bateria). Os “Filhos da Terra” gravaram um mini-cd com quatro músicas originais, numa altura em que lhes diziam que tinham uma sonoridade parecida com a Já Fumega. Mas da voz de Carlos Filipe também saem músicas dos inevitáveis “Xutos” e de grandes êxitos internacionais dos Police, Pink Floyd, Dire Straits, U2 ou ainda Lenny Kravitz. Começaram como grupo de bailes há dez anos quando pendiam sobre a maioridade. Hoje têm todos trinta a tantos anos. Tanto tempo depois, confessam que a ainda têm cerca de 70 por cento de músicas novas por tocar. É Miguel Guilherme que as compõe e todos lhe reconhecem grande sensibilidade para escrever as letras.Tocam em festas populares e bares, mas as terças, quintas e sextas-feiras estão guardadas para os ensaios. O local eleito é a Azervadinha, num velho barracão, onde passam habitualmente três a quatro horas.Podem-se gabar de ter participado em programas de televisão com bis incluído. No Buéréré (SIC), Reis do Estúdio e Praça da Alegria (ambos da RTP). Mas a sua grande ambição é afinar ao máximo e partir para a gravação de uma maqueta com cinco ou seis temas. O “projecto” mais próximo é divertirem-se nas festas de Coruche e ouvir muita gente entoar as suas músicas. Quem sabe se os “Português Suave” e os “Filhos da Terra” façam uma perninha na terça-feira?
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