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Objectivo é subir de divisão

Responsáveis do União de Santarém nem querem ouvir falar de outros cenários

O União de Santarém quer regressar esta época aos campeonatos nacionais e, ao contrário dos anos anteriores, em que apostou na juventude, reforçou-se com jogadores experientes. O treinador, Carlos Neto, está confiante no valor dos jogadores, sabe que a equipa vai ser um alvo a abater mas promete falar o menos possível das arbitragens.

Edição de 11.08.2004 | Desporto
Ao contrário da época passada, os responsáveis do plantel sénior do União de Santarém assumem a subida como o objectivo principal do clube para a época 2004-2005. Na apresentação da equipa, realizada na segunda-feira à tarde, presidente, treinador e jogadores foram unânimes na relevação do propósito de regressar aos nacionais.Para chegar ao primeiro lugar, o União de Santarém manteve uma boa parte da estrutura base da época passada e contratou dez novos jogadores, a maior parte atletas muito experientes e habituados a lutar pelo primeiro lugar.É o caso de Abel (ex-Rio Maior), Hugo Afonso (ex-Monsanto) e Pató (ex-Cartaxo), estes dois últimos que subiram na época passada pelas suas antigas equipas, mas também de Pedro Silva (ex-Riachense), Mário Nelson (ex-Amiense), Bruno Moita (ex-Ferroviários), e Ganhão (ex-Benavente). Nelson Rato, Rodrigo e Artur (os três ex-Águias Alpiarça) completam o lote de reforços do plantel unionista.Da época passada fica a maior parte do onze titular. Bruno Torre, Gígio, Paulo Nuno, Rodolfo, Abreu, Pedro Vasques, Kosmim e Paulo Ribeiro continuam na equipa, onde as ausências mais notadas são as de Tigas, Koeman e Cacheta, que foram para o Fazendense e Caetano e Nelson, que vão jogar no Amiense.“Esta é uma época de extrema importância e penso que estão criadas as condições para que finalmente o União de Santarém suba aos nacionais, que é onde merece estar”, disse o presidente do clube nas primeiras palavras que dirigiu aos atletas.Nuno Cardigos garantiu que os problemas da época passada, em que o clube foi penhorado em mais de 32 mil euros por dívidas antigas, já estão ultrapassados e prometeu todo o apoio à equipa técnica e jogadores.O orçamento para a equipa sénior na presente época é de 80 mil euros, a maior parte (62.400 euros) proveniente do protocolo de apoio ao desenvolvimento desportivo assinado com a Câmara de Santarém. O restante virá de contratos de mecenato desportivo, estando o patrocínio para as camisolas praticamente acertado.Nuno Cardigos revelou mesmo algum regozijo pela “grande abertura” que as empresas da região têm demonstrado para com o clube, “o que não acontecia antes”. O presidente do clube escalabitano quer também que o número de sócios e de espectadores nos jogos da equipa continue a aumentar, mas sabe que isso está dependente dos bons resultados.O jogo de apresentação da equipa aos associados realiza-se já este sábado, dia 14, às 17h00, no Campo Chã das Padeiras, frente aos Nazarenos. Seguem-se partidas com o Ouriquense (dia 19, ás 20h00), juniores da Académica de Santarém (dia 22, às 17h00), Fazendense (dia 26, às 20h00, nas Fazendas), e Águias de Alpiarça (5 de Setembro, às 17h00).Treinador quer que a equipa aguente a pressãoe assume mudança de discurso“Não podemos falar tanto dos árbitros”O treinador do União de Santarém, Carlos Neto, que terá como adjunto Manuel Francisco, que na época passada esteve no Águias de Alpiarça, reforça que o clube tem como único objectivo a subida de divisão, mas assume uma mudança de estilo relativamente ao ex-treinador Graciano Dias e promete falar o menos possível das arbitragens.“Há três anos que falamos das arbitragens e não fomos a lado nenhum”, lembrou o técnico, alertando os jogadores para o facto de a equipa, por se assumir como candidata à subida, ir ser um alvo a abater. “Vamos ter de viver com essa pressão e por isso temos de ser um grupo forte, coeso e unido”, acrescentou.Destacando o facto de vários atletas contratados este ano já terem subido de divisão por outros clubes, Carlos Neto lembrou no entanto que o União de Santarém não foi o único a reforçar-se e considera natural que outros tenham o mesmo objectivo. No entanto de uma coisa não tem dúvidas: “União de Santarém, Amiense, Ouriquense e Coruchense, um destes quatro será campeão, embora possa surgir sempre um outsider”.Questionado se receia que as eleições do clube, a realizar no início de Outubro, possam trazer uma nova direcção, com outras ideias para o futebol, o treinador diz que isso não o preocupa.

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