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Trabalho reduz risco de morte

No caso dos doentes com diabetes
Edição de 11.08.2004 | Economia
O trabalho activo reduz os riscos de morte dos diabéticos em consequência de doenças cardiovasculares, indica um inquérito finlandês divulgado pelo Instituto de Saúde Pública.Segundo este estudo - que envolveu mais de 3.000 diabéticos - um trabalho que obrigue uma pessoa a mexer-se, a caminhar ou a pegar em coisas pesadas reduz os riscos de morte prematura, do mesmo modo que fazer um trajecto quotidiano a pé ou de bicicleta.O estudo, cujos resultados vêm apresentados na revista norte- americana Circulation, da Associação Americana do Coração, baseia-se em 3.316 doentes de diabetes que os investigadores seguiram durante 18 anos, no âmbito de um inquérito nacional sobre os factores de risco das doenças crónicas.“Já se conheciam os efeitos do desporto na redução da diabetes. Mas este inquérito prova que todo o tipo de movimentos (e deslocações) é útil”, constatou o professor Pekka Jousilahti, um dos membros da equipa de investigadores.Assim, o estudo revela que a mortalidade entre os pacientes que se mexem muito e que carregam coisas, como os vendedores, é 9 por cento menor que entre os empregados de escritório.E chega a ser 40 por cento inferior entre os que têm um trabalho muito activo que obriga a caminhar, subir escadas e levantar objectos pesados, como os trabalhadores da construção civil.O estudo confirma também que correr ou nadar durante pelo menos três horas por semana diminui em 33 por cento as mortes de origem cardiovascular.Mas as deslocações a pé ou de bicicleta de menos de 30 minutos entre a casa e o emprego também desempenham um papel: reduzem em 11 por cento a mortalidade e em 17 por cento no caso dos que andam mais de meia hora a pé ou de bicicleta.A prática do desporto e os hábitos alimentares sãos contribuem igualmente para impedir o aparecimento da diabetes de tipo 2, a mais comum no mundo, segundo este professor.Cerca de 3,2 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo em consequência da diabetes, muito mais do que nas estimativas precedentes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).Pelo menos 171 milhões de pessoas sofrem de diabetes e este número poderá duplicar até 2030, segundo advertiram a OMS e a Federação Internacional da Diabetes quando lançaram em Maio último uma campanha contra a doença nos países mais pobres.A diabetes resulta de um desequilíbrio na insulina e leva a perturbações cardíacas e sanguíneas causadores de morte em 50 a 80 por cento dos doentes afectados. Pode também provocar cegueira, amputações e problemas renais.Cerca de 90 por cento dos doentes padecem da forma menor (diabetes de tipo 2), que pode ser combatida através da redução das quantidades de açúcar na alimentação e da prática de desporto. Os restantes 10 por cento de doentes têm de tomar injecções diárias de insulina.

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