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Câmaras oferecem tudo a quem as castiga

Edição de 10.08.2004 | O Mirante dos Leitores
Ainda não percebi esta histeria política toda à volta da instalação da Secretaria de Estado da Agricultura e Alimentação. As autarquias queixam-se que o Governo não lhes dá a fatia que deveria dar do Orçamento de Estado e que lhes restringe drasticamente o acesso ao crédito. Mas assim que se fala em instalar um serviço qualquer fora de Lisboa os presidentes de câmara atropelam-se para dar tudo e mais alguma coisa ao Governo.E o mesmo se passa com as empresas. Aqui na região os casos abundam. De cada vez que algum empresário decide instalar-se é ver os presidentes de câmara a oferecer o que têm e não têm. Será isso correcto? Eu tenho algumas dúvidas.Quem tinha a obrigação de encontrar uma solução para a instalação da Secretaria de Estado da Agricultura era o Governo. O senhor Secretário de Estado. Não eram os presidentes de câmara de Santarém, da Golegã ou de outro concelho qualquer. Podem argumentar que a instalação de empresas ou de serviços do Estado pode ser benéfica para as localidades e para as regiões, mas isso não obriga a que sejam as autarquias a arcar com parte dos custos. É imoral e injusto. Porque é que as câmaras não ajudam todos os empresários a instalar-se e só ajudam alguns? Porque é que auxiliam o Estado que lhes corta nos orçamentos em vez de lhe cobrar?Mário Figueiredo Nunes – Cartaxo (Texto enviado através de correio electrónico)

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