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Golegã prepara-se para receber secretaria de Estado

Golegã prepara-se para receber secretaria de Estado

Câmara quer ter obras prontas na próxima semana

As obras de adaptação do palácio do Século XVII, no centro da Golegã, que irá acolher a Secretaria de Estado da Agricultura e Alimentação já começaram e estão a ser supervisionadas pelo próprio presidente da autarquia. Veiga Maltez acredita que o quotidiano da vila vai sofrer significativas alterações.

Edição de 10.08.2004 | Política
Uma dezena de trabalhadores da Câmara da Golegã limpava segunda-feira edifício onde vai ser instalada a Secretaria de Estado da Agricultura. Na rua as pessoas olhavam com curiosidade. A coordenar as operações estava o presidente da autarquia, Veiga Maltez (PS). O autarca quer o edifício pronto a ser usado, no máximo, até dia 16. Caminhando pelo chão de parquet, Veiga Maltez explica que no primeiro andar as duas amplas salas vão ser divididas em gabinetes com placas de “pladur”. Numa delas fica o gabinete do secretário de Estado, David Geraldes, e do seu chefe de gabinete. Das janelas vê-se a igreja matriz e ao longe a paisagem da Chamusca. No outro espaço ficam os sete gabinetes dos assessores, mais uma pequena sala de reuniões. David Geraldes tem uma entrada independente pelas escadas que dão acesso unicamente ao seu gabinete. No rés-do-chão vão ficar instalados os serviços administrativos. É pela porta principal que entra o público em geral. A porta lateral, que antes era a entrada para o museu Martins Correia, fica desactivada. As obras estão a decorrer a um ritmo acelerado, para que na próxima semana comece a ser colocado o mobiliário.Veiga Maltez explica que os trabalhos consistem apenas em pequenos arranjos, limpezas e pinturas. “É um valor muito reduzido. Os custos não têm expressão”, comentou sem revelar os montantes. Mais difícil de resolver é o estacionamento, apesar do autarca não se mostrar preocupado com a situação. Vão ser reservados quatro lugares em frente ao edifício. Os outros carros têm que ficar nas ruas adjacentes. “Em Lisboa o estacionamento junto aos edifícios não é maior e melhor que o nosso”, ressalva. O alojamento também não é problema para o autarca, que enumera as unidades de turismo de habitação no concelho. No largo do Arneiro, no centro da vila, a Associação Nacional de Turismo Equestre (ANTE), tem 14 quartos. Por outro lado, diz, Torres Novas e Entroncamento também podem ser uma alternativa.A instalação da secretaria de estado na Golegã vai ter também efeitos na vida social e económica do concelho. A restauração é um dos sectores que mais pode ganhar com o fluxo e afluxo de pessoas à vila. O presidente, observando dois funcionários a lavar as paredes, fala noutros aspectos: “Esta situação é de uma justeza extraordinária para a Golegã, que tem vindo a afirmar-se no país e além fronteiras nos últimos sete anos. É ainda um reconhecimento da tutela do peso que o concelho tem”. O edifício, perto da câmara, no largo da igreja, destaca-se pela sua imponência. Pintado de branco com barras cor de mel, o palácio do século XVII albergou até Maio do ano passado o museu Martins Correia. O espólio do mestre foi retirado para um novo espaço no Equuspólis, devido ao perigo de deterioração das obras. Segundo o autarca, tinham sido feitas obras dois anos antes da saída do museu, pelo que não existiam infiltrações. “O espaço tinha condições de temperatura higrométrica (da humidade) que não eram as ideais para as peças, sobretudo para o tipo de materiais usados pelo mestre Martins Correia”, sublinhou. Desde essa altura o espaço não teve qualquer utilização e não havia nenhum projecto para o seu aproveitamento. “O edifício estava preparado para que a Golegã recebesse instituições ou serviços que fossem uma mais valia para o concelho”, disse Veiga Maltez. O edifício foi estação de telégrafo-postal e cadeia. Aquando do incêndio que destruiu, nos finais da década de 50, o palácio Relvas, no local onde se situam actualmente os paços do concelho, albergou serviços camarários e do tribunal.
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