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Residencial continua entregue aos bichos

Residencial continua entregue aos bichos

No Alto do Bexiga em Santarém continua a degradação

Doze anos depois de desactivada a residencial do Alto do Bexiga, Santarém, continua ao abandono. As divisões servem de abrigo a toxicodependentes e a intenção, anunciada há dois anos prela câmara Municipal de Santarém, de emparedar portas e janelas ainda não foi levada à prática.

Edição de 10.08.2004 | Sociedade
Canaviais e arbustos com cerca de cinco metros de altura já cobrem parte do edifício e invadam o alcatrão. Segundo relatos dos moradores daquela zona, a antiga unidade hoteleira do Alto do Bexiga, em Santarém, continua a “hospedar” toxicodependentes e prostitutas. O panorama de portas e vidros partidos, lixo acumulado no interior a até de despejo de entulho nos passeios que ficaram por terminar, é o mesmo que O MIRANTE noticiou há cerca de dois anos. Constantino da Bernarda, proprietário de um edifício situado em frente da antiga residencial, é um dos que se sente mais afectado pela situação. Em seu entender há muito que algo devia ter sido feito, fosse a demolição do prédio ou a sua reconversão, opção que considera mais difícil por a antiga residencial dispor de uma arquitectura de unidade hoteleira. “Isto foi uma residencial com uma clientela fora de série. Mas está tudo hipotecado aos bancos”, recorda.A morar no primeiro andar do prédio do senhor Constantino há cerca de um ano, Maria Odete Dias não gosta do que vê diariamente da sua varanda. “Isto está muito feio e atrai toda a espécie de animais porque há muita porcaria. E há por aí toxicodependentes e prostitutas. Basta ver as seringas pelo chão”, diz.Contactado por O MIRANTE, o vereador da câmara de Santarém, Manuel Afonso, não exclui que a autarquia faça uma intervenção para emparedar portas e janelas, o que já foi aventado há cerca de dois anos, indicando, a título de exemplo, os recentes trabalhos realizados junto a uma das muralhas na calçada das Figueiras. Mas considera que cabe à entidade proprietária do imóvel dar esse passo, até porque possui condições para o fazer.Como O MIRANTE noticiou há cerca de dois anos, a residencial foi votada ao abandono e entrou em processo de falência há perto de 12 anos, sendo actualmente propriedade de um banco, estando um processo judicial a decorrer.O MIRANTE contactou o Gabinete de Relações Institucionais do Millenium BCP para saber se já tinha sido determinado o destino do edifício mas não obteve qualquer esclarecimento.
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