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Câmara quer unir Casal do Freixo

Câmara quer unir Casal do Freixo

Dezenas de famílias vivem sem esgotos num bairro ilegal em Vialonga
Edição de 11.08.2004 | Sociedade
Unir os moradores das zonas alta e baixa do Casal do Freixo, na freguesia de Vialonga, será o próximo passo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para tentar resolver os problemas de dezenas de famílias que, em alguns casos, há 23 anos, vivem naquela Área Urbana de Génese Ilegal (Augi). A autarquia vai convocar todos os moradores para um plenário a realizar em Setembro com o objectivo de formar uma comissão única. A concretizar-se será a união dos moradores depois de uma clara separação nos últimos anos.Na década de 80, os habitantes da zona baixa integraram uma comissão de moradores e resolveram uma boa parte dos seus problemas com a ajuda da autarquia. Mas os da zona alta ficaram de fora e queixam-se de um claro abandono por parte da câmara da altura, que chegou a ameaçar demolir o bairro por estar ilegal e não ter perspectivas para se legalizar. Agora os habitantes da zona alta têm uma comissão e já custaram a electrificação do bairro e pagaram a instalação da rede água que rondou os 20 mil euros. Ficou adiada a solução para os esgotos. Para resolver o problema dos habitantes que não tinham fossas foi criada uma vala para receber os resíduos. A solução minimizou os efeitos, mas não eliminou os maus cheiros que se agravaram desde há quatro anos quando se instalaram no local duas oficinas, uma serralharia e uma empresa de fabrico de móveis. Todas elas com esgotos a correrem a céu aberto para a vala.A comissão garante que tentou dialogar com os pequenos empresários, mas sem resultados. Foi preciso a intervenção da autarquia para mediar o conflito. Segundo a presidente, Maria da Luz Rosinha, os proprietários das oficinas e pequenas industrias assumiram por escrito o pagamento das despesas de instalação do colector de esgotos. A câmara já está a elaborar o projecto e já tem um estudo prévio para a instalação. Os moradores do Casal do Freixo queixam-se ainda da falta de recipientes para colocação do lixo e dos acessos que, se não forem reparados, devem ficar intransitáveis no próximo Inverno.Mas o problema maior das 150 famílias que vivem no Casal do Freixo será a legalização da Augi que querem ver integrada no Plano Director Municipal (PDM) durante a revisão do plano que está em curso. A legalização não depende apenas dos órgãos municipais e o parecer da Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional será fundamental para pôr fim a uma luta que já dura há 23 anos.
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