uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Centralização das autópsias em Tomar penaliza famílias de Torres Novas

O serviço fúnebre fica, em média, 100 euros mais caro
Edição de 11.08.2004 | Sociedade
A centralização das autópsias em Tomar veio trazer custos acrescidos às famílias dos falecidos no hospital de Torres Novas. A transferência entre os dois hospitais é da responsabilidade do ministério da Justiça, que descarta qualquer hipótese de ressarcimento. Cerca de 100 euros, em média, é quanto os familiares dos defuntos que entram ou falecem no hospital de Torres Novas têm de pagar a mais pelo serviço fúnebre.A situação vem já desde Abril, altura em que o gabinete médico legal de Tomar começou a funcionar, e deve-se ao facto de todas as autópsias serem agora feitas naquele gabinete.O ministério da Justiça é responsável pelo transporte do corpo até ao hospital de Tomar, onde funciona o gabinete médico legal mas entende que a sua responsabilidade acaba no acto de entrega do corpo.São assim os familiares dos defuntos obrigados a recorrer aos serviços da agência funerária contratada para poderem levantar o corpo do ente querido.O veículo funerário é pago ao quilómetro e uma ida e volta entre Torres Novas e Tomar onera um serviço fúnebre em cerca de 100 euros, de acordo com uma ronda efectuada pelo nosso jornal a diversas agências funerárias da região.A situação tem causado algum mau estar entre a população do concelho de Torres Novas, levando até a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo a tomar uma posição pública sobre o assunto.Após uma reunião com a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), em que os responsáveis de saúde descartaram qualquer responsabilidade na questão, uma vez tratar-se de um assunto do âmbito do ministério da Justiça, a comissão decidiu escrever uma carta ao ministro da tutela, apelando ao bom senso.Para a comissão, o ministério da Justiça deveria corrigir de imediato o actual procedimento levando os corpos já autopsiados novamente para o local de origem, o hospital de Torres Novas, onde os familiares os levantariam.Mas esse não é o entendimento do ministro. De acordo com o gabinete de Imprensa de José de Aguiar Branco, o ministério da Justiça considera que os eventuais custos para as famílias “não são significativos face aos ganhos resultantes da celeridade, das condições técnicas e humanas e do respeito pela dignidade humana pelo facto dos serviços médico-legais serem efectuados no novo local”.O gabinete médico legal está a funcionar em Tomar desde 16 de Abril, tendo aberto posteriormente uma extensão em Abrantes. Por isso, apenas os que morrem em Torres Novas têm de ser transferidos para Tomar.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...