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Edição de 17.08.2004 | O Mirante dos Leitores
O processo que levou a Secretaria de Estado da Agricultura de Lisboa para a Golegã com uma virtual paragem em Santarém é nebuloso e bem demonstrativo da forma como se faz política em Portugal.Não se trata aqui de assacar culpas a quem quer que seja, até porque todas as entidades envolvidas as têm, com mais ou menos grau. O que se pretende é questionar a forma como alguns responsáveis políticos do nosso país continuam a agir.O primeiro a meter o pé na poça foi o primeiro-ministro Santana Lopes, que anunciou com pompa e circunstância a descentralização de seis secretarias de Estado para a província sem saber onde as havia de instalar e sem consultar os respectivos municípios. Em termos de planeamento está tudo dito!Depois foi a rábula entre Santarém e a Golegã. Num dia o secretário de Estado da Agricultura diz que se vai instalar no edifício do Centro de Área Educativa, na capital de distrito, entretanto vago. No dia seguinte afirma que se vai mudar de armas e bagagens para um palacete na Golegã. E provavelmente não houve mais mudanças porque não houve melhores ofertas.No meio de tudo isto, a Câmara de Santarém pouco ou nada fez, a não ser ver a carrinha das mudanças passar ao largo, na autoestrada. Mas inventar espaços na cidade também não é fácil. E além disso, parece-me a mim, não têm de ser as autarquias a criar condições para o primeiro-ministro brilhar politicamente com as suas descentralizações para inglês ver e feitas em cima do joelho. É bom lembrar ainda que esta situação caricata e polémica só se verificou no Ribatejo. Nas outras cinco cidades que vão receber Secretarias de Estado – Aveiro, Braga, Coimbra, Évora e Faro – nenhuma autarquia teve de disponibilizar instalações para lá contar com esses serviços. Foi o próprio Governo, como lhe competia a partir do momento em que tomou essa decisão unilateral, que as arranjou. À pressa, em cima do joelho, a título provisório, mas arranjou…José C. Reis - Santarém

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