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O caso do aluno afogado

Edição de 17.08.2004 | O Mirante dos Leitores
O caso dos professores da Escola Aristides de Sousa Mendes, da Póvoa de Santa Iria, condenados por homicídio por negligência pelo tribunal de Vila Franca de Xira, por ter morrido afogado um aluno que acompanhavam a uma aula da canoagem em Alhandra, dá muito que pensar.Eu sou mãe de uma adolescente e ao longo do seu percurso escolar tenho autorizado a sua participação em diversas visitas de estudo e iniciativas da escola, sempre no pressuposto de que os professores são responsáveis e idóneos. Este caso obriga-me a pensar melhor novas autorizações.Não quero dizer que os professores são todos uns irresponsáveis. Quem é pai ou mãe sabe que as crianças são irrequietas e desobedientes. Que é necessário ter mil olhos para não deixar que se metam em trabalhos. Mas o facto de ter ficado provado em tribunal que alguns cuidados que deveria ter havido foram negligenciados é grave.O professor responsável pela actividade, apesar de ser de educação física não sabia nadar. Segundo a notícia que li estava avisado que a aula de canoagem era só para quem sabia nadar. Mas acabou por não avisar ninguém. Tudo poderia ter passado em claro se nada tivesse acontecido. Mas infelizmente aconteceu. Um miúdo caiu ao rio e morreu.Este caso pode servir de exemplo para escolas, professores e pais. Não sei se vai servir porque a nossa memória é curta e daqui a uns tempos ninguém se lembra disto. Pela minha parte vou fazer por não esquecer e irei questionar quem de direito quando tiver que dar autorizações para visitas de estudo da minha filha. E falar com ela também para que perceba que já é responsável pelos seus actos.Celeste Pires – Vila Franca de Xira(Texto enviado através de correio electrónico)

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