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Santarém? Então e Braga?

Edição de 18.08.2004 | Opinião
Alguns “políticos escalabitanos” acusaram o Governo de “levar” a Secretaria de Estado da Agricultura e Alimentação (SEAA) para a Golegã com o execrável propósito de abrir caminho à conquista do “castelo de Santarém”, pelo PSD local.Ouço e pasmo. Então e Braga? O PSD pôs Mesquita Machado a ferro e fogo, não obstante a sua obra exemplar à frente dos destinos bracarenses. Será que, entretanto, os social-democratas deixaram de lutar pela cidade dos Arcebispos?Mesquita Machado declarou, com todas as letras, que discordava deste processo de “deslocalização” avulsa de Secretarias de Estado. Porém, na defesa da sua cidade, deu importantes sugestões para a instalação da Secretaria de Estado que lhe coube. Sacrificou as suas convicções pessoais, bem como as exigências político-partidárias, em favor dos interesses da sua terra.Se o objectivo do Governo consistisse em “tramar” a românica Bracara Augusta, teria tido nas palavras de Mesquita Machado, autarca modelo do PS, o álibi perfeito para “tirar” a Secretaria de Estado da Juventude à referida cidade minhota.Assim, quando os “políticos” afirmam, no nosso burgo, que a deslocação da Secretaria de Estado para a Golegã visou “tramar” Santarém, significa o seguinte:a) trata-se de personalidades de tal forma deslumbradas pelo poder que já nem sequer conseguem olhar até ao Largo Cândido dos Reis;b) começam, no entanto, a perceber (como a maioria da população) que os seus anseios de vitória nas próximas eleições transformaram-se num objectivo praticamente inacessível;c) perante tamanhos receios e indisfarçável nervosismo, poderão ter mesmo negligenciado a vinda da SEAA, a fim de obter, em termos políticos, as migalhas dos “ganhos da vitimização”.Se assim for, só há um caminho. O povo sabe bem qual é!Post ScriptumLiga de AmigosHá uma tendência crescente para o individualismo e uma propensão mínima para a busca de novas soluções partilhadas. Não adianta constatar que um “barco” está a meter cada vez mais água, importa salvar os náufragos, dignificar o cargo de “comandante” e apontar um novo rumo para que a “embarcação” volte a saber a quantas anda. Criar uma “Liga de Amigos do Município de Santarém”, capaz de reunir personalidades de diferentes quadrantes políticos para influenciar decisões a favor e não contra o nosso concelho (sem qualquer intuito político-partidário), deverá constituir uma aposta urgente. Em termos de representatividade institucional, o município escalabitano esteve, até há três anos atrás, entre as primeiras autarquias do nosso país, à semelhança do que ocorria com os procuradores de Santarém nas cortes de Portugal. Regressar ao espaço de notoriedade, de respeito e de prestígio que Santarém já viu impressos no seu estandarte será pedir demasiado? Vamos à obra. Juntos!Póvoa da Isenta (Moinho de Vento), 13 de Agosto de 2004

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