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O ladrão da caixa de óculos

O ladrão da caixa de óculos

Desconhecido surripiou ornamento do Museu de Arte Contemporânea de Tomar

O Museu de Arte Contemporânea de Tomar foi alvo de um furto caricato um mês após a sua abertura, a 9 de Maio. Ninguém viu nada apesar do local ter sistema de videovigilância. Por causa disso os visitantes são agora obrigados a deixar malas e sacos no bengaleiro de entrada.

Edição de 18.08.2004 | Sociedade
O busto de José-Augusto França, o doador de todo o espólio existente no Museu de Arte Contemporânea de Tomar, continua instalado no primeiro andar do edifício, com a cara adornada pelos seus óculos de aros prateados. Mas falta uma pequena peça para complementar a escultura. A caixa dos óculos, estrategicamente colocada à direita do busto, desapareceu do pedestal.Quadros e esculturas de grandes artistas plásticos como Almada Negreiros, Vespeira, Júlio Resende, António Dacosta e João Cutileiro, apenas para falar de alguns, estão representados nos dois pisos do museu inaugurado a 9 Maio deste ano e já visitado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.Mas o larápio não quis nada com eles. Nem sequer com os óculos de José-Augusto França. Limitou-se a surripiar a caixa destes, colocada no pedestal, ao lado do busto. E por causa de um furto mínimo e caricato, os turistas que actualmente visitam o museu têm de deixar malas, sacolas e sacos no bengaleiro da entrada, à semelhança, aliás, do que acontece nos grandes museus nacionais e internacionais. Para que o caso não se repita.Não se sabe quem foi o ladrão. Nem sequer se fez o que fez por mero gozo. Ou para testar o sistema de video-vigilância instalado no local. O certo é que conseguiu sair do local com a caixa dos óculos do pintor e escritor que doou a colecção.O roubo aconteceu num dia de Junho, mas na última terça-feira o presidente da Câmara de Tomar confessava ao nosso jornal não ter tido conhecimento do furto. Mostrando-se surpreendido com o caso, António Paiva confirmou a O MIRANTE que o museu possui um sistema de video-vigilância, com câmaras estrategicamente colocadas em redor da exposição.“Se o ladrão não foi apanhado é porque quem lá estava a assegurar o funcionamento do espaço não deu por isso e só descobriu mais tarde. Se tivesse dado por isso na altura, bastava ter ido verificar a cassete da gravação”, referiu, algo incomodado, o autarca.Margarida Cabeleira
O ladrão da caixa de óculos

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