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Sardinha contesta acusações de má gestão

Edição de 18.08.2004 | Sociedade
O ex-presidente da direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários da Golegã (ABVG) refuta as acusações de má gestão da corporação. Rui Sardinha, que deixou o cargo a 30 de Julho, confirma a existência de dívidas a fornecedores que só não terão sido pagas porque os hospitais estão a liquidar o pagamento dos serviços prestados pelos bombeiros com quatro meses de atraso. A reacção de Rui Sardinha surge na sequência de um comunicado emitido a semana passada pela nova direcção, presidida por Pedro Ramalheira de Azevedo. Nesse comunicado diz-se que “a nova direcção (…) deparou-se com uma herança negativa da grave situação financeira que ameaça seriamente a sua missão em prol do concelho”. É dito ainda que houve nos últimos anos e meses “um acumular de dívidas que sufocam toda e qualquer acção humanitária e que presentemente as receitas geradas são insuficientes para a sua total liquidação”. Situação que o antigo presidente nega, dizendo que quando deixou a associação havia cerca de 19 mil euros de dívidas a fornecedores, contra 25 mil euros que a corporação tinha para receber do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Rui Sardinha recorda que quando tomou posse também foi instigado a fazer um comunicado do género, o que recusou, sublinhando que os ordenados dos profissionais da associação estavam em dia quando saiu. Tal como as despesas com combustíveis. “Os atrasos nos pagamentos que existiam eram a fornecedores ligados à manutenção das viaturas e que se situavam nos quatro meses ou, mais raramente, em seis meses”, esclareceu. O antigo presidente explicou ainda que os custos de manutenção aumentaram quando a sua direcção decidiu reactivar o serviço de transporte de doentes entre hospitais, nomeadamente os que constituem o Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes, Torres Novas e Tomar). E garante que fez uma gestão com o objectivo de criar receitas para a corporação. Rui Sardinha diz também estranhar a posição da nova direcção, quando os membros que a compõem transitam do seu mandato. “É confuso eles estarem a dizer mal de actos em que eles próprios estiveram envolvidos”, sublinhou. A direcção presidida por Rui Sardinha esteve em funções durante seis meses, até 30 de Julho.

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