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“É melhor do que a água da rede”

Utilizadores de fontes não pensam nos malefícios
Edição de 24.08.2004 | Sociedade
Quinzenalmente Fernando Simões passa pela fonte da Joaninha, no Vale de Santarém, e leva para casa seis garrafões de água para beber. Este residente em Santarém há vários anos que consome desta água, que considera melhor que a da rede. No local não existe nenhum edital com o resultado das últimas análises, nem nenhum aviso sobre a eventualidade daquela água poder fazer mal à saúde. A falta de informação não preocupa Fernando Simões desculpando-se com o facto de nunca ter tido nenhum problema de saúde derivado do consumo da água. Outro dos factores que serve de desculpa aos utilizadores das fontes é o facto destas serem usadas por muita gente. “Não sabemos se fazem análises, mas como vem aqui muita gente e todos falam bem da água, também venho”, comenta Fernanda Pedro, que no sábado à tarde enchia os garrafões de água da fonte de Abrantes, perto do Regimento de Infantaria. Há mesmo quem fale em características benéficas para a saúde. Fernando Simões diz que a água da fonte da Joaninha lhe tem feito bem aos rins. “É uma água mais leve. Bebo um litro e meio por dia e sinto que urino muito melhor”, descreve. Carlos Rodrigues, do Entroncamento, também é consumidor de água das fontes. Diz que a água da rede da sua cidade não presta. E apesar de se sentir preocupado com o facto de não saber se estas nascentes são analisadas, ressalva que até agora nunca teve qualquer problema por beber água das fontes. Todas as pessoas com quem falámos se mostraram preocupadas com o facto de não terem informações sobre a qualidade da água das fontes. Mas isso não as impediu nem impede de a consumirem. E sempre vão dizendo que se a nascente não foi desactivada é porque a água está boa para beber.

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