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Mais uma morte na praia de Valada

Mais uma morte na praia de Valada

Câmara do Cartaxo repensa condições de segurança no local

Um rapaz de oito anos morreu esta semana em Valada do Ribatejo, numa praia fluvial que oficialmente não existe e onde não há vigilância nem meios de socorro, apesar de ser muito frequentada.

Edição de 25.08.2004 | Sociedade
A Câmara do Cartaxo notificou o concessionário do bar da praia de Valada do Ribatejo para aumentar as condições de segurança e vigilância da zona. A decisão foi tomada depois de um rapaz de oito anos ter morrido afogado naquela praia do Tejo, na quarta-feira, 18 de Agosto. O presidente da autarquia, Paulo Caldas (PS), esclarece que o local não tem oficialmente o estatuto de praia fluvial, mas as pessoas utilizam-no como tal há vários anos. E garante que a concessão do bar existente no espaço inclui a vigilância e manutenção do espaço. Mas no dia do acidente não havia nadador salvador na praia. Paulo Caldas reconhece que o rio é traiçoeiro e lembra que no ano passado morreu naquela zona um cidadão de nacionalidade ucraniana. Nesse sentido apela às pessoas para terem algumas cautelas. “Há uma perigosidade latente no Tejo que tentamos minimizar, mas quando há descuidos dos utilizadores do espaço torna-se mais complicado”, sublinhou.No parque de estacionamento existente junto à praia existem lugares reservados para os bombeiros, mas poucas vezes estão no sítio meios de socorro, conforme reconheceu o autarca. Paulo Caldas promete no entanto o envio de viaturas dos bombeiros municipais para o local nos dias de maior afluência e sempre que for possível.A notícia da morte da criança não afastou os veraneantes da praia. Dois dias depois do sucedido, na sexta-feira, apesar de não ser um dia de grande calor, havia duas dezenas de pessoas no areal. Maria Dina Faria era uma delas. Sentada na toalha observava o marido, e os dois filhos, de 25 e 11 anos, a tomarem banho no rio.Residente em Lisboa, Maria Dina Faria costuma passar uns dias de férias em Valada, já que o seu sogro mora na zona. Considera que a praia é perigosa e que o facto de não ter vigilância faz aumentar o risco. Mas mesmo assim deixava os filhos tomarem banho no rio, justificando que está sempre de olho neles e atenta ao que se está a passar. No local existe uma placa com a inscrição “Zona perigosa para banhos”. Um aviso que Maria Dina Faria nunca viu. E não admira porque a placa está colocada no edifício de madeira de apoio a desportos náuticos e fica de costas para quem entra no recinto. Em contrapartida, numa placa dedicada à afixação de informações, na entrada do recinto, junto ao bar, apenas existia na sexta-feira um cartaz a fazer publicidade a um curso para obter a carta de marinheiro. Recorde-se que o acidente ocorreu por volta das 16h30, hora a que foram alertados os bombeiros. Segundo algumas pessoas que se encontravam no local, na altura os pais da criança, residente na zona do Carregado, encontravam-se no bar da praia. O rapaz foi descoberto uma hora após o início das buscas a cerca de cinco metros do local onde tinha sido visto pela última vez. No local esteve uma equipa de quatro mergulhadores dos bombeiros do Cartaxo. Foi também pedido auxílio à corporação de Alpiarça, mas os mergulhadores acabaram por não intervir. Presente esteve também um médico e o presidente da câmara, que acompanhou as operações. O segundo comandante dos Bombeiros Municipais do Cartaxo, Vítor Rodrigues, informou que na altura das buscas as condições de visibilidade dentro de água eram muito más.
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