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Via pública transformada em rua privada

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População de São Simão, Tomar, revoltada com novo vizinho

Os moradores do largo da Capela, em São Simão, Tomar, andam revoltados com um novo vizinho que impede a passagem e o estacionamento na rua onde habita.

Edição de 25.08.2004 | Sociedade
A placa que indica a proibição de estacionamento em cada lado da capela de São Simão, Tomar, é bem visível mas não impede António Nunes de estacionar diariamente o seu automóvel na pequena rua de acesso à ermida, onde fica a sua residência.Os moradores das redondezas sempre se sentiram incomodados com a situação mas nunca manifestaram o seu descontentamento. Até Maio. Na altura boa parte da população mais idosa da terra deslocou-se todos os dias à capela para fazer as celebrações do mês de Maria. Foi também nessa altura que António Nunes começou a estacionar o seu automóvel na diagonal, de modo a que ninguém conseguisse passar a pé na estreita travessa de acesso ao templo.Essa foi a gota que fez transbordar o copo. Os moradores dizem que o novo vizinho não permite que ninguém passe na travessa, mesmo a pé, por considerar que a rua é dele. O visado, que mora ali desde Janeiro, diz que não tem mais nenhum lugar para estacionar o carro e desmente qualquer proibição de passagem.Mas, como a foto que ilustra este texto documenta, dificilmente alguém conseguirá atravessar a rua depois do morador estacionar ali o seu automóvel. Quando num dos últimos fins-de-semana um vizinho deixou o carro na rua onde António Nunes mora, a GNR recebeu uma chamada anónima alertando para o estacionamento ilegal do veículo. Os militares acabaram por multar o proprietário do automóvel deitando ainda mais achas para uma fogueira já bem acesa. “A GNR devia era cá vir todos os dias ver quem ali estaciona”, dizem os vizinhos de António Nunes.Apesar de admitir que não se deve ali estacionar, António Nunes diz que só o faz porque quando chega a casa já não tem lugar no largo Gil de Sousa, onde a Junta de Freguesia da Pedreira criou um local de estacionamento.Essa é uma desculpa que não satisfaz o presidente da junta. Gabriel Honrado tem conhecimento da situação e sabe que há queixas de parte a parte. Apesar de dizer que aquele é um assunto de polícia, o autarca adianta que o problema é as pessoas quererem “abrir a porta do carro e entrar em casa”.“O estacionamento é um problema em todas as terras, principalmente nos locais onde as ruas são estreitas”, refere Gabriel Honrado, acrescentando não ser polícia para andar a fiscalizar quem está mal estacionado. “Sou polícia de cães por decreto, ainda não o sou de automóveis”.Para Gabriel Honrado tudo se resume à falta de civismo. Sem querer avançar com nomes, diz que ninguém comprou lugares no largo Gil de Sousa e portanto estaciona lá quem chega primeiro. Quanto ao sinal de proibição existente junto à travessa o autarca afirma que a proibição “é para todos”, não só para alguns. E que a rua é de toda a gente. “Em São Simão não existem ruas privadas”.Para o cabo Nobre, do posto da GNR de Tomar, o que a população deve fazer é chamar a força militarizada de cada vez que um automóvel estacione naquela rua. “Dentro das nossas possibilidades iremos ao local”, assegurou.
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