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A lenda das aventureiras

A lenda das aventureiras

Edição de 01.09.2004 | O poder local aqui tão perto
Há várias versões sobre a origem do nome de Abitureiras. Há quem diga que o topónimo deriva de abutreira, ou terra de abutres. Mas nas bocas do povo o nome da freguesia vem de uma lenda que os mais antigos tentam passar às novas gerações. É a aventura de duas mulheres que viviam naquela zona. Conta-se que a actual igreja de Nossa Senhora da Conceição terá sido mandada construir por duas tecedeiras. Dadas as dificuldades da época e por as duas mulheres se terem posto numa grande aventura, o povo chamou-lhes as “aventureiras”. E terá sido dessa forma que foi dado o nome de aventureiras àquele lugar, tendo posteriormente sido alterado na linguagem popular para Abitureiras. Desconhece-se a veracidade deste episódio, mas na torre da igreja existem gravadas uma roca, um fuso e uma dobadoura, utensílios usados pelas tecedeiras. A igreja é um templo quatrocentista, que sofreu algumas alterações no século XVIII. É constituída por uma nave. Além do altar-mor, há dois altares colaterais. E possui, entre outras, uma imagem que o povo diz ser de “Nossa Senhora dos Chãos”, do século XV. Diz-se que aquando das invasões das tropas francesas, estas, ao passarem pela freguesia, tentaram transformar a igreja em cavalariça e saquear os valores existentes. Ao arrombarem a porta surgiu do Sacrário uma luz muito branca e intensa. Um oficial assustado disparou um tiro que acertou num dos quadros. Nessa altura os cavalos ajoelharam-se e recusaram-se a entrar no templo. Aliás uma marca existente num dos quadros, diz o povo, é dessa bala.
A lenda das aventureiras

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