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Benavente quer mais uma farmácia

Benavente quer mais uma farmácia

Encerramento parcial do único estabelecimento de venda de medicamentos ressuscitou reivindicação antiga

A única farmácia de Benavente esteve parcialmente fechada na sexta-feira. Durante todo o dia, só foram atendidas receitas urgentes. Uma situação que levou alguns populares a relembrarem a necessidade da abertura de uma segunda farmácia na vila.

Edição de 01.09.2004 | Sociedade
Na sexta-feira, a única farmácia de Benavente esteve a funcionar apenas para serviço de urgência. O encerramento parcial do único estabelecimento - o que levou a que as pessoas fossem atendidas na rua - provocou uma onda de protesto por parte de muita gente que teve de se dirigir a outras localidades para conseguir comprar os medicamentos. Embora o proprietário da Farmácia Baptista não se tenha mostrado disponível para falar com O MIRANTE, uma das funcionárias justificou a medida ao nosso jornal dizendo que “a farmácia estava a fazer balanço”. Um argumento que não terá convencido muitos dos utentes que se encontravam no local. “Esta não é a altura do ano para se fazerem balanços”, referiram algumas pessoas indignadas. Em Benavente existe apenas uma farmácia que serve uma população de oito mil habitantes. Há muitos anos que a população reivindica a abertura de outra farmácia, mas até agora nada se concretizou. Só para se ter uma ideia, na freguesia de Samora Correia existem três farmácias para 12 mil habitantes. Isto é, uma farmácia para cada quatro mil pessoas.Confrontado com este facto, o presidente da Câmara Municipal de Benavente, António José Ganhão (CDU), informou que, na passada segunda-feira, foi deliberado que ele próprio e os serviços municipais irão “analisar a legislação em vigor para que se possa resolver este problema”. A abertura de novas farmácias é da responsabilidade da Administração Regional de Saúde (ARS). No entanto, as câmaras municipais podem reivindicar junto da tutela a abertura de um novo espaço. Basta que sejam cumpridos os rácios. Isto é, uma farmácia para quatro mil habitantes.António José Ganhão (CDU) diz que o Concelho de Benavente já terá atingido os 24 mil habitantes, “por isso terá direito a mais uma farmácia.” Segundo o edil benaventense, a nova farmácia “deverá ficar na sede do concelho, local onde, neste momento, é mais necessária”. De qualquer das formas, o processo da abertura de novas farmácias não é nada fácil. “Há interesses muito fortes”, adiantou.Depois de analisada a legislação, a Câmara Municipal de Benavente conta avançar com uma petição “bem fundamentada junto da ARS”. Até porque Benavente tem um serviço de urgências durante 24 horas, consultas externas de diversas especialidades. Brevemente irá também ter bloco operatório. Este conjunto de serviços de saúde leva à concentração de muitos utentes em Benavente. “Por isso, há necessidade de uma nova farmácia”, defendeu António José Ganhão.O MIRANTE apurou junto do Infarmed que Benavente só tem um alvará de farmácia atribuído. Benavente tem um alvará de farmácia atribuído e que as propostas de instalação de novas farmácias são elaboradas pelas administrações regionais de saúde, por sua própria iniciativa ou a pedido das autarquias locais.A mesma entidade informou ainda que “exceptuando o caso de força maior, nenhuma farmácia pode ser encerrada sem que o facto seja comunicado ao Infarmed, com a antecedência de 90 dias.Mário Gonçalves
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