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Descer à terra

Tramagal reduziu o orçamento para menos de metade

O Tramagal entra na época 2004-2005 com um plantel bastante renovado, em que apenas se mantiveram quatro jogadores do ano transacto. O clube viu-se forçado a reduzir o orçamento em mais de metade para evitar os problemas da época passada mas o treinador acredita que é possível garantir a manutenção.

Edição de 08.09.2004 | Desporto
Na época passada o Tramagal assumia-se como candidato a ficar nos cinco primeiros lugares da primeira divisão distrital, mas as coisas correram mal e o clube esteve até à última jornada a lutar pela permanência. Pior que isso, os jogadores e equipa técnica estiveram vários meses sem receber os subsídios, o que levou a que alguns abandonassem a equipa.É para evitar a repetição deste cenário que este ano a direcção assentou os pés no chão, baixou o orçamento em cerca de sessenta por cento, e quer apenas realizar uma época tranquila, com a equipa sénior afastada o mais possível dos lugares de despromoção. É um orçamento realista, que ronda os 3.000 euros mensais.Quinó será o novo treinador, substituindo Gabriel Barra, e com ele ficaram apenas quatro jogadores da época passada – Manito, Marquitos, Hugo Grácio e Luís Lopes. A maior parte dos reforços veio de clubes das redondezas. Mário, Nuno Gomes, João Oliveira e Nelson vieram da Bemposta; Hugo Lopes, Filipe Pinto e Pedrão do União da Chamusca; Nuno Aperta e Saraiva do Atalaiense; Gonçalo e David do Ferroviários; Paulo Esteves e Bruno Ferreira do Assentis; Pedro (Monsanto), Fábio (Mação), Tiago (Semideiro), Fontes (CADE) e André, que jogava basquetebol.O treinador está consciente das dificuldades mas diz que o Tramagal não é o único clube com problemas. Os objectivos há muito que estão definidos e passam pela manutenção. Para tal é necessário formar um grupo forte e que trabalhe bem, o que poderá ser complicado com um plantel tão jovem.É aí que entra o dedo do técnico. “Comecei a treinar em 1978, ainda a maioria dos jogadores do plantel não eram vivos”, refere Quinó, que acredita que o grupo é bom e só é preciso maximizar ao máximo as suas potencialidades sem euforias exageradas. “O ano passado o Tramagal dizia que lutava pelos primeiros cinco lugares e só não desceu porque o Benfica do Ribatejo desistiu. O Marinhais dizia que lutava pelos sete primeiros lugares e desceu de divisão”, alerta o treinador.O início do campeonato não vai ser facial. Nas primeiras jornadas a equipa desloca-se a Samora Correia, recebe o Ouriquense, vai a Mação, recebe o Amiense e desloca-se a Almeirim. “Para uma equipa em construção não é fácil”, refere Quinó, que lamenta que o campeonato, sendo uma prova para amadores, comece numa altura em que ainda há quem esteja de férias. O treinador destaca no entanto o empenho dos seus jogadores. A maior parte dos atletas apenas faltaram a um ou dois dos vinte treinos que se realizaram no mês de Agosto.

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