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Emoção até ao fim

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Vialonga afastou Cartaxo (4-3) na primeira eliminatória da Taça de Portugal

O Grupo Desportivo de Vialonga passou à segunda eliminatória da Taça de Portugal ao bater o Sport Lisboa e Cartaxo por 4-3, na tarde de domingo. Os anfitriões estiveram a vencer por 4-1 mas a dez minutos do final o resultado estava na margem mínima. O prolongamento seria demasiado penalizador para o Vialonga, que mereceu a passagem à ronda seguinte.

Edição de 08.09.2004 | Desporto
O Vialonga passou à segunda eliminatória da Taça de Portugal com uma vitória apertada mas justa sobre o Cartaxo. Os dois clubes vão ser adversários da Série E da Terceira Divisão mas a taça provocou o confronto antecipado. E o Vialonga convenceu bem mais. A partida começou com o domínio dos homens da casa, que pressionavam as linhas defensivas do Cartaxo, num campo pelado de reduzidas dimensões onde a bola salta muito. Logo ao minuto dois, Tomás fez o centro para Claudomiro cabecear à figura de Pedro Miguel. O guardião substituiu Peter e Leonel Madruga colocou no banco alguns jogadores que foram titulares o ano passado, casos de Alcobia, Elves e Diogo.Perto do quarto de hora, o perigo voltou a acercar-se da baliza do Cartaxo com Mileu a efectuar um remate surpresa de longe que passou bem perto do marco visitante.Com tanto assédio do Vialonga, o golo acabou por chegar naturalmente no seguimento de um canto no qual Miguel Ângelo empurrou Mileu, impedindo-o de cabecear a bola na grande área. O árbitro assinalou grande penalidade que o capitão do Vialonga, Luís Gomes, se encarregou de converter.O Cartaxo não conseguia construir jogadas de ataque e o Vialonga voltou a fazer funcionar o marcador. Mileu marcou um canto no corredor direito com Tomás, ao segundo poste, a desfeitear Pedro Miguel, que podia ter saído ao lance na sua pequena área. Mesmo assim, caso Tomás falhasse, estava lá Claudomiro, também sozinho, a poder fazer golo. A ver a vida a andar para trás, Leonel Madruga colocou Alcobia e Elves no aquecimento. Mas a esperança renasceu com um espectacular golo de Hugo. Hilário lançou o ponta de lança na esquerda e este, quando estava perto da quina da área adversária, aplicou um forte pontapé de primeira, que passou por cima do guarda-redes Paulo Alexandre. Um golo soberbo daqueles que dá gosto ver. Logo de seguida, Alcobia entrava no lugar do desinspirado Miguel Ângelo.Ainda antes do intervalo Hilário quase repetia a dose com um remate de pé esquerdo à meia volta que quase surpreendia Paulo Alexandre, mas o Vialonga saiu em vantagem para as cabinas.Esforço final não chegouMesmo com um final de primeira parte mais conseguido, o Cartaxo voltou a entrar mal no jogo. Luís Cruz deu o aviso com um remate por cima da baliza de Pedro Miguel. Mas numa subida à área adversária, Fred rematou e a bola embateu na mão de um defesa. O Cartaxo pediu a grande penalidade que o árbitro assinalou num primeiro momento mas que o seu auxiliar, com a bandeirola levantada alguns segundos depois, deu indicação para a marcação de livre contra o Cartaxo. Um lance em que não conseguimos descortinar se o toque da mão na bola foi intencional mas no qual não vislumbrámos qualquer fora de jogo.Quatro minutos (57’) depois o Vialonga alcançava o 3-1. Numa excelente combinação de ataque, Luís Cruz deixou a bola de calcanhar à entrada da área onde Claudomiro, de primeira, aplicou um pontapé colocado, com a bola a anichar-se junto ao poste direito da baliza de Pedro Miguel. Uma forte machadada nos comandados de Leonel Madruga, que se desorientaram. Um bom exemplo foi o lance de um atraso comprometedor da defensiva, aos 65 minutos, que Claudomiro aproveitou bem para bisar, com um golo praticamente igual ao anterior.Nos bancos, Carlos Eduardo reforçava o meio campo, tirando o avançado Mileu, substituído por Luís Miguel, enquanto Madruga apostava em Elves, por Sequeira.Já sem grande organização, os visitantes apostaram na colocação de bolas na área do Vialonga, o que veio a dar resultado. Na sequência de um lançamento lateral, toda a gente falhou a bola menos Hugo que, na pequena área, conseguiu dar um toque na bola que enganou o guarda-redes. Estava feito o 4-2.Aos 81 minutos, a esperança renascia para o Cartaxo. João Pedro marcou um livre onde Fred apareceu sozinho a cabecear para o 4-3, sem hipóteses para Paulo Alexandre. Com os descontos faltavam ainda mais de dez minutos e o prolongamento podia estar à vista.Mas apesar da vontade e grande pressão dos cartaxeiros, o Vialonga conseguiu defender a vantagem até ao apito final. Os anfitriões acabaram por merecer a passagem à eliminatória seguinte pelo melhor futebol que praticaram. O Cartaxo acordou tarde, depois de quase 40 minutos com uma produção atacante nula.No Vialonga, o trio atacante composto por Tomás, Claudomiro e Luís Cruz esteve em bom plano, bem secundados pelo capitão Luís Gomes, no meio campo. Hugo, pelos dois golos que marcou, juntamente com Fred e Hilário, foram os que mais remaram contra a maré. O árbitro Paulo Jorge rubricou uma exibição mediana, mas foi mal auxiliado pelo seu colega do lado da bancada. Pode ter ficado um pénalti por marcar a favor do Cartaxo, com influência no resultado. Treinador do Cartaxo queixa-se da arbitragemÁrbitro não quis marcar grande penalidadeO técnico do Cartaxo protestou muito com o trio de arbitragem no final do encontro e nas declarações à imprensa acabou por responsabilizar o árbitro pela não marcação de uma grande penalidade que daria o 2-2.“O árbitro teve uma primeira parte tranquila e até assinalou um pénalti contra nós. Mas depois quis marcar uma grande penalidade a nosso favor e que nos poderia dar o 2-2”, referiu Leonel Madruga, reconhecendo, no entanto, que a sua equipa não realizou uma boa exibição.De acordo com o técnico, o Cartaxo levou muito tempo a adaptar-se às características do terreno de jogo, num campo de reduzidas dimensões e ao tipo de futebol do Vialonga, com um jogo muito directo. “Quando conseguiu jogar de igual para igual com o Vialonga, encontrou outras dificuldades”, disse.“Os árbitros são muito pressionados por quem joga em casa e tem outro enquadramento. Nesse aspecto o árbitro cedeu e foi macio na mostragem dos amarelos, especialmente com o número 6 do Vialonga. Dominámos a segunda parte mas a parte final foi mais com o coração que com a cabeça. Mas os jogadores deram tudo”, concluiu Leonel Madruga.Vitória justaBem diferente era a opinião do técnico do Vialonga. Carlos Eduardo considerou justa a vitória da sua equipa, considerando que os erros defensivos proporcionaram o desfecho mais apertado. “Neste campo os jogos só acabam quando o árbitro apita. Há sempre muita bola dividida e confusão. É bom que se perceba que isto acontece. Mas durante 80 minutos o jogo esteve sempre controlado. Mesmo o primeiro golo do Cartaxo foi consentido”, opinou o técnico.O início de segunda parte do Vialonga foi forte e nas duas ocasiões em que foi à baliza, materializaram-se em outros tantos golos. “Podíamos ter acabado com a partida. No entanto, nada fazia pensar num final de jogo destes quando já estava 4-1. Os erros podiam ter-se pago caro”, comentou Carlos Eduardo. Quanto ao lance de grande penalidade reclamado pelo Cartaxo, Carlos Eduardo disse que não houve caso já que o árbitro auxiliar assinalou fora de jogo. Em relação ao adversário que vai encontrar na sua série da terceira divisão, o técnico do Vialonga, considerou que o Cartaxo é uma equipa bem orientada e estruturada. “Também cometeu alguns erros defensivos, mas é uma equipa que pode dar cartas neste campeonato”, acrescentou.No que respeita à Taça de Portugal, Carlos Eduardo disse apenas esperar pelo próximo adversário que calhe em sorte, mas reconheceu que a prova rainha do futebol, português pode dar à equipa o “impacto mediático” que o campeonato não proporciona.
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