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Surpresa esteve perto

Surpresa esteve perto

Figueirense perdeu 3-1 mas esteve a ganhar e deu boa réplica ao Avanca

Um remate à queima-roupa, transformado pelo árbitro em grande penalidade, foi fatal para o União Figueirense, que foi eliminado pelo Avanca da Taça de Portugal. A equipa do concelho de Coruche esteve a ganhar por 1-0, mas os aveirenses, da terceira divisão, deram a volta ao jogo e ganharam por 3-1.

Edição de 08.09.2004 | Desporto
O União Figueirense foi eliminado na sua primeira participação na Taça de Portugal mas a equipa ribatejana, que este ano subiu da segunda à primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Santarém, bateu o pé ao Avança, equipa do distrito de Aveiro que milita na Série C da terceira divisão nacional e que é clube satélite do Beira Mar, da SuperLiga.A equipa de Fazendas Figueiras, concelho de Coruche, esteve a ganhar por 1-0 até quase ao intervalo e só cedeu num lance em que o árbitro assinalou uma grande penalidade muito discutível, que deu o segundo golo ao Avança. Só a partir daí os jogadores figueirenses quebraram anímica e fisicamente, permitindo que os visitantes marcassem o terceiro golo nos últimos minutos do tempo regulamentar.Com apenas três novos reforços no onze titular, o Figueirense entrou bem no jogo e desde cedo deu mostras de estar melhor ambientado ao pelado e até à bola do jogo. Ao contrário, os jogadores do Avança tentavam tomar conta da partida, mas os passes saíam sempre demasiado longos ou demasiado curtos e os remates ora muito ao lado, ora muito por cima.O treinador do Figueirense montou a equipa assente numa defesa com quatro elementos (Rato, Paulo Forca, João Pagaime e Miguel), mas com dois médios bem recuados (Pedro Cruz e Gaspar), fundamentais para anularem as jogadas ofensivas da equipa visitante, cujos jogadores pareciam confusos e sem saber muito bem que destino dar à bola. Alex, na esquerda, Pombo, na direita, e Nuno Matias e Vicente, na zona mais frontal à baliza, completavam o onze inicial escalado por Toy.E foi com certa naturalidade que a equipa da casa chegou ao primeiro golo. Na marcação do terceiro livre perigoso à entrada da área do Avanca, a defesa aveirense ficou a ver jogar e Nuno Matias, à segunda insistência, acabou por introduzir a bola na baliza adversária, aproveitando da melhor maneira o facto dos defesas terem ficado especados no chão.O Avanca tentou reagir de imediato, mas os jogadores continuam a mostrar inadaptação ao terreno de jogo. Mas, aos 40 minutos, numa jogada rápida pela extrema, em que Rato não conseguiu acompanhar Rodrigo, o avançado visitante, após um primeiro remate perigoso, acabou por fazer a recarga e bater Toni, empatando o jogo a uma bola, resultado com que se chegaria ao intervalo.Na segunda metade, o rumo não se alterou muito, com os jogadores do Avanca a tentarem dominar o jogo mas com o Figueirense a fechar-se muito bem na defensiva, para desespero de alguns jogadores adversários.Até que, aos 68 minutos, Rodrigo, o jogador mais perigoso da equipa do Avanca, se isolou e rematou à barra. Na sequência da jogada, e após um remate praticamente à queima-roupa de um jogador visitante, a bola embateu no braço de um defesa do Figueirense. O árbitro assistente, que estava próximo do lance, assinalou pontapé de canto, porque a bola saiu para além da linha de cabeceira, mas o árbitro principal anulou essa decisão e assinalou uma grande penalidade que foi, no mínimo, muito forçada pelo juiz da partida. Rodrigo é que não perdoou e fez o 2-1.A partir dai os jogadores do Figueirense quebraram anímica e fisicamente, o que até se compreende uma vez que a equipa tem a preparação mais atrasada que o seu adversário. O campeonato da terceira divisão começou há quase duas semanas, enquanto a primeira divisão de Santarém só começa este domingo. O terceiro golo surgiu a quatro minutos do final do tempo regulamentar, num contra-ataque do Avanca que o meio campo e defesa do Figueirense não conseguiu acompanhar e que Miguel Ângelo converteu sem dificuldade.A vitória da equipa do distrito de Aveiro aceita-se como justa, pois foi melhor no cômputo dos 90 minutos, embora o Figueirense tenha dado boa réplica deixando no ar que poderá fazer um campeonato tranquilo na primeira divisão distrital. O jovem trio que viajou de Portalegre teve uma actuação discreta e sem grandes erros, à excepção do lance do segundo golo do Avanca.Recorde-se que o Figueirense apurou-se para a Taça de Portugal por ter sido finalista vencido da Taça do Ribatejo. O Monsanto, que ganhou a competição, já estava apurado por ter subido aos nacionais.Objectivo do Figueirense é campeonatoApesar da derrota e da eliminação da Taça de Portugal, o semblante dos jogadores e responsáveis do Figueirense não estava muito carregado no final do jogo. Todos tinham a sensação de missão cumprida e o treinador, Toy, revelou que o primeiro objectivo da equipa é, e sempre foi, realizar um bom campeonato.“Os meus jogadores fizeram um belo jogo frente a uma equipa de um escalão superior e com outro ritmo de jogo”, considerou o técnico acrescentando que até ao lance da grande penalidade a sua equipa se bateu de igual para igual. Sobre o lance polémico, Toy não viu muito bem o que se passou, mas diz que os jogadores garantem que foi um pontapé à queima. “Mas o árbitro assinalou pénalti e a partir dai a equipa partiu. Mesmo assim, acho que demonstrámos que temos uma boa equipa e vamos trabalhar para o nosso grande objectivo, que é permanecer na primeira divisão distrital”, reforçou o treinador.Do lado do Avanca, o treinador, Nazih Handen, considera que a vitória foi justa, embora saliente que a sua equipa se bateu com uma formação muito moralizada. O técnico justificou a má exibição da sua equipa durante alguns períodos do jogo com a inadaptação à bola e ao pelado e diz que não viu o lance do pénalti.O Avanca, que este ano se tornou clube satélite do Beira Mar, tem como grande objectivo fazer um campeonato tranquilo. A equipa tem uma média de idades a rondar os 20 anos, mas o treinador acredita que os jovens jogadores vão dar nas vistas e realizar boas exibições.
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