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Voo, diversão e companheirismo

Mais de 200 adeptos do aeromodelismo “voaram” no CNEMA
Edição de 08.09.2004 | Desporto
O Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) recebeu, no fim-de-semana, a quinta edição do Torneio do Milénio em Aeromodelismo, com a presença de 220 inscritos em representação de dez países. Júlio Isidro esteve mais uma vez na organização, a maior do género na Europa.Ingleses, americanos, espanhóis, portugueses, moldavos, holandeses, italianos, entre outros, degladiaram-se nas modalidades de corrida (dois e três concorrentes numa prova), velocidade (corrida contra o cronómetro), acrobacia (manobras de voo) e planadores (percorrer a maior distância possível), esta última a decorrer no aeródromo de Santarém.As provas mais espectaculares são as de corrida (racing), em que três competidores fazem um autêntico bailado e rodopiam entre si num pequeno círculo, enquanto seguram a pega que controla os pequenos aviões, apenas por um fio de nylon.E as velocidades atingidas são enormes. Para dar um exemplo, 100 voltas num raio com cerca de 100 metros foram cumpridas em apenas quatro minutos. Mas os “pilotos” não são os únicos protagonistas. Nos limites do traçado há outro elemento da equipa que faz rodar a hélice para a partida, mas também para travar a máquina durante as aterragens. Muitas vezes há um terceiro elemento que tem como missão colocar combustível no depósito no avião. A partir do momento em que levanta voo, a velocidade é enorme e o barulho intenso.Presença notada foi também a do presidente da National Control Line Racing Association (NCLRA), entidade americana que organiza o Campeonato do Mundo e que, em Julho, juntou 230 concorrentes de 28 países em Indiana, nos Estados Unidos. Bill Lee referiu a O MIRANTE que além do factor competitivo, os torneios servem sobretudo para o voo, a diversão e o companheirismo. Quanto à possibilidade que Portugal poder vir a organizar um campeonato do mundo, o máximo responsável da NCLRA, referiu que o essencial passa por ter uma boa equipa organizativa. Quanto ao local, um espaço como o CNEMA seria insuficiente. “O mais adequado a esta organização será uma base aérea”, acrescentou.

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