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A Golegã está na moda

A Golegã está na moda

Presidente da câmara aposta na diversidade de eventos e na qualidade dos mesmos

A Golegã já não é só conhecida pelo Sâo Martinho. A câmara municipal, em articulação com outras entidades, tem vindo a promover outros eventos que atraem públicos diferenciados à vila. A Mostra de Gastronomia Ribateja é um exemplo dessa aposta. A capital do cavalo volta a estar no mapa.

Edição de 08.09.2004 | Economia
Quem resiste a uma boa açorda de sável ou a uma miga com couve e feijão a acompanhar entrecosto frito? A Mostra de Gastronomia Ribatejana que até domingo ocupa o Largo do Arneiro, na Golegã, vai oferecer o melhor da cozinha tradicional do Ribatejo e também os melhores vinhos desta região atravessada pelo Tejo.A mostra, este ano na sexta edição, foi uma aposta do actual executivo municipal liderado por José Veiga Maltez (PS), a cumprir o segundo mandato. “Recuperámos o Largo do Arneiro e não fazia sentido que aquele espaço fosse utilizado uma vez por ano, durante a Feira Nacional do Cavalo. Tínhamos de rentabilizar o investimento”, afirma o autarca.Foi assim que nasceram a Expoégua, normalmente realizada em Maio, os Carros sem Cavalos (concentração de automóveis antigos que fizeram as delícias de outros tempos e, actualmente, são peças de colecção) e a mostra gastronómica, que segundo Veiga Maltez é a iniciativa mais participada pelos goleganenses.A proliferação de mostras e feiras que têm como tema central a gastronomia das respectivas regiões não causa qualquer problema ao certame da Golegã. “O grande trunfo é a qualidade. É por aí que nos queremos impor”, adianta Luís Godinho, responsável pela ANTE (Associação Nacional de Turismo Equestre), entidade que juntamente com a Câmara Municipal da Golegã, a Junta de Freguesia da Golegã e a Feira Nacional do Cavalo se responsabiliza pela organização desta mostra gastronómica.Por outro lado, e apesar da Golegã estar na moda, o presidente da câmara considera que o apelo a novas iniciativas na capital do cavalo não desgasta a imagem da vila ribatejana que, nos últimos anos, conheceu grande divulgação. “As actividades acabam por ser muito espaçadas e têm públicos um pouco diferentes. Não há qualquer desgaste ou cansaço da imagem”, afirma Veiga Maltez.A gastronomia - para além dos reflexos imediatos que traz para os restaurantes participantes e para todo o comércio local, pois embora seja o certame mais participado pelos habitantes do concelho regista acentuado número de visitantes - acaba por acarretar novas responsabilidades para os profissionais da restauração da vila, abertos durante todo o ano.“Penso que esse é um aspecto importante. Quem come uma boa açorda na mostra quer continuar a comer o mesmo prato com igual qualidade quando o escolhe na ementa de um qualquer restaurante da Golegã, em qualquer altura”, continua o presidente da câmara.Tendas substituem pátiosA mostra deste ano tem um figurino diferente das edições anteriores em cumprimento da legislação para este tipo de certames, entretanto publicada. Em vez das tasquinhas instaladas nos pátios particulares situados no Arneiro, os restaurantes vão utilizar tendas montadas do lado oeste do Largo.“A Golegã cumpre a lei. No ano transacto não foi possível arranjar estruturas que nos permitissem realizar a mostra gastronómica e não a fizemos. Este ano tivemos tempo para abrir concurso e alugarmos as tendas com todas as exigências legais”, esclarece Veiga Maltez.As estruturas desmontáveis possuem paredes e chão laváveis, cozinhas equipadas de acordo com a lei. No total vão estar presentes sete restaurantes, a maioria com casa aberta no concelho.“Contamos também com um restaurante de Santarém, sobejamente conhecido, o que prova a qualidade da mostra”, acrescenta Luís Godinho. O artesanato instalado em pequenos stands também marca presença no certame. Nesta iniciativa, a autarquia gasta cerca de sete mil euros, que acabam por voltar para os cofres municipais através do pagamento por parte dos restaurantes participantes e de contratos publicitários. “Cada restaurante paga 75 euros por dia, ou seja 300 euros no total. Logo aqui está um terço do investimento, o restante vem das empresas que querem publicitar os seus produtos”, contabiliza o presidente da câmara.O convite a bem comer e bem beber está feito e promete satisfazer os paladares mais apurados. “Em duas edições da mostra homenageamos as confrarias gastronómicas e báquicas e para o ano vamos voltar a fazê-lo. Queremos que os especialistas se pronunciem sobre a mostra ribatejana da Golegã”, concluiu Luís Godinho.
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