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Somos os segundos a amealhar mais

Cada português recebeu 333 euros dos cofres comunitários em 2003
Edição de 08.09.2004 | Economia
Cada cidadão português recebeu, em 2003, 333,4 euros da União Europeia (UE), sendo os segundos europeus que mais “amealharam” em termos relativos, segundo um relatório sobre o orçamento comunitário divulgado hoje em Bruxelas.De acordo com o documento, os irlandeses foram os principais beneficiários líquidos, tendo recebido 391,7 euros cada, enquanto os gregos 305,3 euros e os espanhóis 213,9.Os restantes cidadãos europeus da ainda UE a Quinze contribuíram mais do que receberam, com os luxemburgueses a liderarem as contribuições: 124,1 euros, seguidos dos holandeses (120,6).Os dados constam do relatório sobre a distribuição do orçamento comunitário em 2003 que revela que, apesar das diferentes contribuições por parte dos Estados, “a distribuição dos recursos mostra uma concentração mais elevada para os países mais pobres economicamente”, salientou a comissária europeia do Orçamento, a alemã Michaela Schreyer.Em 2003, as despesas totais do orçamento da UE elevaram-se a 90,6 mil milhões de euros - o que representa 0,96 por cento do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da União a Quinze -, dos quais 77,8 mil milhões (86 por cento) foram repartidos por beneficiários nos Estados-membros, enquanto os restantes 12,8 são relativos a despesas administrativas e ao financiamento de países terceiros.Em termos nominais, a Espanha foi o maior beneficiário da UE (absorvendo 20,4 por cento do total dos gastos, cerca de 16 mil milhões de euros), seguida da França, Itália e Alemanha.Portugal surge em sétimo lugar, tendo beneficiado de cinco mil milhões de euros, correspondentes a 6,1 por cento do bolo financeiro, e que significam um aumento de cerca de 900 mil euros em relação a 2002.A maior fatia do dinheiro atribuído ao país foi canalizada para acções estruturais, seguido da agricultura e políticas internas.Em termos relativos, ou seja, em percentagem do RNB, a repartição das verbas comunitárias indica que Portugal foi o principal beneficiado, recebendo o correspondente a 3,64 por cento do RNB, seguido dos outros três Estados dos fundos de coesão: Grécia (3,18 por cento), Irlanda (2,38) e Espanha (2,19).A conta é feita com a diferença entre as contribuições dos Estados-membros para o orçamento comunitário e as despesas operacionais da UE nesse país.Portugal, juntamente com Luxemburgo e Grécia, foi um dos países que menos contribuiu para os cofres comunitários - apenas 1,6 por cento do total -, com os grandes países - Alemanha, França, Itália e Reino Unido - a assumirem a maior “factura”.Lusa

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