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Danos dos fogos estão a ser reparados

Chamusca está a recuperar ribeiras
Edição de 08.09.2004 | Sociedade
A Câmara da Chamusca está a investir cerca de 700 mil euros para evitar inundações. O dinheiro foi dado ao concelho pela União Europeia, para reparar alguns dos danos causados pelos fogos do Verão passado. Apesar dos prejuízos e dramas que provocaram, foram os incêndios florestais do ano passado que permitiram ao concelho da Chamusca avançar com obras nas principais linhas de água. Em Novembro último, as fortes chuvadas, aliadas à falta de vegetação devastada pelas chamas, provocaram inundações e destruição das margens de ribeiros. Para evitar graves consequências de erosão no futuro, estão a ser feitas obras em 16 linhas de água. Destas intervenções há quatro obras consideradas estruturantes e imprescindíveis. Uma delas é a regularização da ribeira da Gamelinha, que atravessa a vila da Chamusca. Uma parte desta linha de água está tapada, na zona urbana, desde 1906. As obras consistem na construção de muros em betão, criando um canal que evitará a força das águas destrua os taludes de terra. Nesta intervenção estão a ser investidos 90 mil euros de um bolo total de 700 mil euros provenientes do Fundo de Solidariedade Europeu. Ainda na vila está a ser intervencionada a ribeira de Porto Carvão, Na freguesia de Pinheiro Grande a ribeira de Arrezima é uma obra em fase de conclusão. Quanto à ribeira do Casal Velho, na mesma localidade, o Instituto da Água (INAG) assumiu os trabalhos, já que a linha de água necessitava de uma grande intervenção. Está a ser feita a regularização das margens, que serão revestidas com pedras, num valor de 500 mil euros assumidos pelo INAG. Recorde-se que em Novembro, numa operação de emergência para evitar grandes inundações, a câmara colocou toneladas de pedra nas margens da ribeira, tendo gasto 30 mil euros. A ribeira da Descobertas, em Carregueira, é outra obra considerada prioritária e que está a avançar a bom ritmo. O presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), esclarece que a autarquia procurou intervir nos locais mais problemáticos. Ribeiras que todos os anos davam problemas e que necessitavam de uma limpeza constante ou que se situam ou afectam zonas urbanas.Com estes trabalhos, diz o autarca, vai ser mais fácil controlar os caudais e evitar inundações. Sérgio Carrinho reconhece ainda que foi a calamidade dos fogos que permitiu estas obras. E tem consciência que de outra forma teria sido muito difícil à câmara arranjar financiamento para estes trabalhos. Para além desta empreitada nas linhas de água a autarquia está a construir, por administração directa, uma estrada de acesso às carvoarias de Ulme. A rua vai ligar a zona industrial da freguesia à zona das pequenas indústrias de carvão, situadas numa área florestal. Algumas destas carvoarias também foram afectadas pelos fogos.Segundo o presidente da autarquia, com esta obra pretende-se dar mais condições a estas pequenas empresas que a nível local têm uma grande representatividade, designadamente por darem trabalho a 20 pessoas. A estrada, com um quilómetro de extensão, vai custar cerca de 100 mil euros, retirados do subsídio do Fundo de Solidariedade Europeu.Sérgio Carrinho pretende, com essa intervenção, não só contribuir para o desenvolvimento das carvoarias, como também criar condições para transformar o local numa pequena zona industrial dedicada exclusivamente à produção de carvão.

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