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“O centro histórico de Santarém está à deriva”

Prémios “Limão” de património para Largo do Seminário e centro comercial

A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém atribuiu o prémio “Limão 2003” à obra de requalificação do Largo do Seminário e aos edifícios W Shopping/Imocom, considerando-os exemplos da descaracterização do centro histórico da cidade.

Edição de 08.09.2004 | Sociedade
O prémio, atribuído pela primeira vez este ano, foi criado pela direcção da associação tendo em conta “a continuada descaracterização do centro histórico de Santarém”, disse à Agência Lusa a presidente da associação, Maria Emília Pacheco.Os prémios, corporizados numa cabaça de barro (numa alusão à lenda das cabeças ocas dos autores da Torre das Cabaças), serão entregues no próximo dia 24 juntamente com os prémios “Santarém Cidade a Defender”, que distinguiram dois edifícios recuperados no centro histórico.A distinção, pela negativa, da requalificação do Largo do Seminário, uma obra da autarquia, é justificada pelo júri pela ausência de um plano global de salvaguarda para o centro histórico, desrespeito pela preservação e valorização do pré-existente, destruição e/ou substituição de materiais tradicionais.O júri destaca, em particular, o desaparecimento da calçada portuguesa e dos próprios motivos geométricos, bem como da data de implantação da estátua do marquês Sá da Bandeira, considerando um “atentado à memória colectiva e aos direitos de autor” a destruição de elementos integrantes da implantação da estátua, designadamente o gradeamento.Critica ainda a ausência de valorização e visibilidade do património arqueológico descoberto durante as obras.Quanto ao edifício do centro comercial e ao que foi construído em frente, a associação critica a volumetria excessiva face às construções envolventes, “com total desrespeito pelas áreas de protecção de monumentos nacionais”, a intervenção “desrespeitadora da identidade local e regional”, o “desprezo pela salvaguarda e valorização do património arqueológico”, bem como a ausência de um plano de urbanização da cidade.“O centro histórico de Santarém encontra-se à deriva, ao sabor de interesses diversos de alguns, e da falta de sensibilidade de outros”, afirma a associação. Uma preocupação que leva a associação a promover, no próximo dia 17, uma mesa redonda para “debater o centro histórico de Santarém”.Lusa

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