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Pedidos de habitação social disparam em Vila Franca

Pedidos de habitação social disparam em Vila Franca

Quase 700 famílias em lista de espera

São quase 700 famílias que esperam por uma habitação social no concelho de Vila Franca onde mais de mil inquilinos da câmara têm rendas em atraso. Sinais de pobreza que invadem a região.

Edição de 08.09.2004 | Sociedade
A lista de espera por uma habitação social não pára de crescer no concelho de Vila Franca de Xira. Segundo dados revelados pela câmara, há quase 700 famílias inscritas que se juntam a 765 agregados familiares incluídos no Programa Especial de Realojamento (PER) que deverá ficar concluído dentro de dois anos. Quanto às famílias que já vivem em habitação social o cenário não é melhor. Há mais de um milhar de famílias com rendas em atraso e há algumas que somam mais de 10 mil euros de dívida acumulada ao longo de uma década. A presidente da autarquia explicou que a situação se têm agravado nos últimos anos e classificou a habitação como um dos problemas mais graves no concelho. Maria da Luz Rosinha (PS) justificou este agravamento do problema com o aumento do desemprego. “Têm vindo a levantar-se novos problemas e a Câmara, para além deste programa, considera a hipótese de lançar novos projectos de habitação no âmbito de novos programas anunciados pelo Governo, como o Prohabita”, referiu Para minimizar a situação, a autarquia tem previsto um conjunto de medidas que passam pela construção de novas habitações e criação de incentivos para a compra e arrendamento de novas casas. Na última reunião pública, no dia 1 de Setembro, a câmara aprovou uma proposta de regulamento para alienação de 16 lotes, situados na Quinta da Coutada, em Vila Franca e destinados à construção de habitação a custos controlados. Esta nova experiência da autarquia vai permitir a construção de 84 fogos para arrendar ou vender a preços controlados. As casas destinam-se a famílias carenciadas e já inscritas nos serviços de habitação do município. Segundo o vereador da habitação, Ramiro Matos, este programa da Quinta da Coutada vai ser desenvolvido no âmbito de um contrato de desenvolvimento de habitação (CDH), que permitirá reduzir o custo de construção a metade da média do mercado. “As câmaras tradicionalmente não recorriam aos CDH, mas são um regime que está a ganhar cada vez mais a adesão, porque permitem criar bolsas de habitação social”, explicou. Questionada pelo vereador da CDU, Alves Machado, sobre os critérios de atribuição das casas e se a câmara tem procurado adquirir fogos em segunda mão para atribuir a famílias mais carenciadas, a presidente da câmara disse que a maioria socialista não tem conseguido encontrar casas disponíveis a preços atractivos e que a atribuição das habitações na Quinta da Coutada será feita de acordo com a prioridade estabelecida pelos relatórios elaborados pelos serviços da câmara depois de uma análise pormenorizada das condições dos agregados familiares.
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