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“Pensámos que íamos morrer nas mãos deles”

“Pensámos que íamos morrer nas mãos deles”

Casal de idosos da Póvoa de Santarém assaltado enquanto dormia

Um grupo de indivíduos assaltou uma casa em Póvoa de Santarém, tendo usado armas de fogo para ameaçar os proprietários da habitação. O casal de septuagenários apanhou o maior susto da sua vida.

Edição de 08.09.2004 | Sociedade
Um casal de idosos foi amarrado e ameaçado com armas de fogo na sua residência, em Póvoa de Santarém, concelho de Santarém. O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira Maria Machado, de 75 anos, e José Cândido, de 79, foram assaltados. Os idosos, proprietários da Quinta da Ribeirinha, apanharam o maior susto da sua vida e chegaram a pensar que iam morrer. O assalto deu-se por volta das duas da manhã. Os assaltantes, com sotaque do Leste europeu, introduziram-se na habitação pelas traseiras, tendo partido um vidro da janela da cozinha. Dirigiram-se depois ao quarto onde o casal dormia e encostaram-lhe as armas à cabeça. “Eram armas grandes e pretas”, descreve Maria Machado ainda assustada. Ao mesmo tempo que perguntavam pelo dinheiro, os assaltantes amarraram os idosos com cordas e com tiras do lençol da cama, que entretanto rasgaram com uma faca. Maria Machado diz que só viu três homens, mas que sentia a presença de outros na casa, a vasculhar gavetas e armários. Até os colchões dos outros quartos foram voltados. De uma caixa de lata escondida no armário da cozinha foi levado algum dinheiro do negócio feito na loja de produtos tradicionais da quinta. Os assaltantes arrecadaram também os três envelopes com 150 euros cada para pagar a três trabalhadores que andam na vindima e que ainda não tinham recebido o ordenado. Ao todo foram levados mais de mil euros em dinheiro. Cerca de sete mil euros em ouro também desapareceram. Bem como duas pistolas pertença do casal, que estavam na mesa-de-cabeceira do quarto. Maria Machado diz que nem tem conseguido dormir bem, só a sonhar com os assaltantes a apontarem-lhe as armas. Depois de se terem ido embora, o casal ficou amarrado no quarto e só por volta das seis da manhã José Cândido conseguiu libertar as mãos. “Ele começou a morder a corda e ao fim de algum tempo conseguiu ficar com as mãos livres. Nessa altura foi buscar uma faca e cortou as cordas que me amarravam”, descreve Maria Machado. Os assaltantes, no sentido de atrasarem o socorro, cortaram o fio do telefone, levaram o telemóvel do casal e as chaves da viatura que estava na garagem. Maria Machado teve que pedir a ajuda a um vizinho, que entretanto chamou a GNR. “Eles só diziam para estarmos calados senão matavam-nos. E perguntavam onde estava o dinheiro”, recorda, acrescentando que chegou a temer pela vida. “Houve uma altura que pensei que íamos morrer nas mãos deles. Cheguei a despedi-me da vida e da família”, sublinha emocionada.
“Pensámos que íamos morrer nas mãos deles”

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