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Oposição chumba adesão à Águas do Centro

Edição de 15.09.2004 | Política
O PSD sentiu na pele as consequências de gerir a Câmara do Entroncamento em situação de maioria relativa. A oposição rejeitou a adesão à empresa intermunicipal Águas do Centro. Os quatro vereadores da oposição na Câmara do Entroncamento votaram contra a adesão do município à empresa Águas do Centro, que gere as redes de abastecimento de água e de saneamento básico em vários concelhos da zona centro. Os três votos favoráveis do PSD, que gere a autarquia em situação de maioria relativa, foram insuficientes para dar luz verde à proposta do presidente da câmara, Jaime Ramos (PSD).A posição dos eleitos do PS, CDU e Bloco de Esquerda faz com que o processo volte à estaca zero. Perante a rejeição da proposta, Jaime Ramos sugeriu aos vereadores que apresentassem soluções para o problema e comprometeu-se ele próprio a encontrar novos caminhos para resolver a situação.“Um dos princípios que levou à criação das comunidades urbanas foi a possibilidade dos municípios poderem resolver em conjunto os seus problemas. Os concelhos limítrofes do Entroncamento, à excepção de Torres Novas que se prepara para entregar o abastecimento a privados, aderiram, mas nós vamos ficar orgulhosamente sós”, afirmou o presidente da câmara.As declarações de voto dos vereadores da oposição focaram, principalmente, o alegado pouco rigor colocado pela empresa na elaboração do estudo que fundamentava a proposta. Os cálculos foram elaborados com base no Censos de 1991, completamente desactualizado face à realidade e muito mais desfasados quando servem para projecções daqui a 30 anos. Para o BE e CDU a privatização da água é uma questão de princípio e ambos defendem que este bem essencial deverá continuar a ser distribuído pelas autarquias. O presidente ainda recordou que uma das propostas da empresa “Águas do Centro” previa a melhoria dos esgotos da zona norte da cidade, mas a oposição rejeitou a hipótese desta ser a única solução para o problema. O vereador Henrique Leal (BE) considerou mesmo que o futuro não deveria ser hipotecado sob o argumento de que o saneamento da Galharda ficaria resolvido com a adesão à “Águas do Centro”. A câmara tinha adiado a votação por uma semana para que os vereadores pudessem obter os esclarecimentos pretendidos junto da administração da “Águas do Centro”, em reunião realizada na sexta-feira. Mas esse encontro em nada alterou a posição do BE e da CDU e o PS, que tinha o papel de fiel da balança (ver edição de O MIRANTE da passada semana), optou por votar contra.

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