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Equipas de rua paradas por falta de dinheiro

Equipas de rua paradas por falta de dinheiro

Câmara de Santarém não pagou o subsídio prometido à associação Picapau

Há um ano, quando as equipas de rua da Associação Picapau começaram a trabalhar na cidade, a Câmara de Santarém prometeu apoiar a iniciativa. Mas desde essa altura não desbloqueou um cêntimo dos 7 500 euros de subsídio. E as equipas que prestam apoio a toxicodependentes pararam.

Edição de 15.09.2004 | Sociedade
As equipas de rua da Associação Picapau, que trabalham na área da prevenção primária à toxicodependência, estão inactivas desde 8 de Agosto porque a Câmara de Santarém não pagou um cêntimo do subsídio que tinha prometido à instituição. Em causa estão 7.500 euros. A associação de recuperação de toxicodependentes enviou um fax para a autarquia há dois meses a dar conta da situação, mas até agora não obteve resposta. O presidente da Picapau, Alfredo Calado, disse a O MRANTE que contava com o dinheiro para manter as equipas em actividade durante Agosto e Setembro. Meses em que o projecto das equipas de rua não é financiado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT). Segundo explicou, a autarquia tinha-se comprometido no ano passado a disponibilizar a verba em causa, para assegurar o apoio administrativo e elaborar documentação diversa. Por isso, no projecto que foi enviado ao IDT a associação fez referência ao apoio da câmara. Como a verba necessária para, por exemplo, pagar os folhetos que distribuía, nunca chegou à associação, esta teve que suportar do seu bolso as despesas. E ficou sem capacidade financeira para remunerar o trabalho dos técnicos das equipas durante estes dois meses. Aliás, diz Alfredo Calado, no mês de Julho os elementos do projecto já não receberam pelo seu trabalho. Alfredo Calado disse ainda estranhar que a autarquia tenha enviado um fax para o Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) de Santarém a dar conta da importância das equipas de rua e reconhecendo que eram úteis para a cidade. “Como o CAT não tem nada a ver com este projecto e como a câmara não nos dá o subsídio, não percebemos a intenção”, sublinhou o presidente da associação, instalada na Póvoa da Isenta. As equipas de rua da Picapau começaram a funcionar em Setembro do ano passado. Na altura a câmara veio a público reconhecer a importância do projecto, retirando daí alguns louros políticos. O projecto consiste em percorrer a zona urbana prestando apoio a toxicodependentes, prostitutos e sem abrigo. Constituídas por quatro elementos, entre os quais se conta um psicólogo e um enfermeiro, as equipas têm por missão prestar aconselhamento aos utentes e prestação directa de cuidados de saúde. As equipas são financiadas pelo IDT que, entre outras coisas, paga o trabalho dos técnicos. Este projecto é válido por dois anos, mas as verbas para o segundo ano só serão entregues após a avaliação do relatório das actividades enviado pela associação. O que está a decorrer neste momento.O MIRANTE tentou obter a posição da Câmara de Santarém, tendo enviado um fax dirigido ao presidente da autarquia, Rui Barreiro, mas até ao fecho desta edição não foi recebida qualquer resposta.
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