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Fogo com pouca chama

Fogo com pouca chama

Área ardida no distrito de Santarém foi quase insignificante em comparação com 2003

Desde Janeiro arderam no distrito de Santarém menos de 5 mil hectares de floresta e mato. Uma área muito inferior à que ardeu em 2003. O tempo ajudou muito. A melhoria da operacionalidade e uma maior atenção na vigilância também.

Edição de 15.09.2004 | Sociedade
Entre 1 de Janeiro e 5 de Setembro os incêndios florestais devastaram uma área de 4.830 hectares no distrito de Santarém. Destes, 2.700 estavam povoados com árvores, enquanto os restantes eram zonas de mato. Os números são uma pequena gota de água em comparação com o oceano de terra queimada no ano passado. Para isso ajudaram as condições meteorológicas e o reforço da operacionalidade. Segundo o coordenador distrital do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), Joaquim Chambel, os números deste ano representam o que é “normal” face à floresta que existe no distrito e em relação às condições em que a mesma se encontra. O relatório do organismo sobre as ocorrências na região, origens dos fogos, caracterização das áreas ardidas, entre outros, deve estar pronto daqui por uma semana.Mas para já, no entender do coordenador distrital do SNBPC, que superintende as corporações de bombeiros e a protecção civil, o panorama melhorou devido às condições climatéricas. O facto de ter começado a chover no início de Agosto teve uma grande influência, já que no ano passado foi esse o mês em que ocorreram os incêndios mais devastadores.Joaquim Chambel aponta outros factores para que tenha existido menos área ardida que em 2003 - ano em que as chamas destruíram 64 mil hectares de florestas e matos. “Houve um grande esforço na melhoria da operacionalidade e uma maior atenção na vigilância”, sublinhou. Este ano a maior parte dos 596 incêndios registados pelo Centro Distrital de Operações de Socorro, a funcionar em Tomar, ocorreram durante o mês de Julho. Os concelhos mais castigados pelos fogos situam-se no norte do distrito: Abrantes, Ourém, Ferreira do Zêzere, Tomar e Torres Novas. Seis incêndios por vandalismo Apesar do relatório da época de fogos ainda não estar concluído, já se sabe que seis incêndios de grandes proporções tiveram origem no vandalismo. Uma referência usada para os casos de fogo posto em que as motivações dos incendiários não foram determinadas, como as situações de fogo posto por vinganças, por queimadas ilegais, lançamento de foguetes…O maior fogo provocado por vandalismo foi em Abrantes no dia 29 de Julho, no qual arderam 689 hectares de floresta. Os outros com uma área superior a 600 hectares foram os de Sabacheira, concelho de Tomar (672 ha) e Formigais, no concelho de Ourém, que afectou também os concelhos de Ferreira do Zêzere e Tomar (655 ha). Monsanto, concelho de Alcanena (130ha); Alcanede, concelho de Santarém (159), e Freixianda, Ourém (246), foram os outros incêndios de origem criminosa comprovada. Segundo o relatório provisório, de 7 de Setembro, da Direcção Geral dos Recursos Florestais, que depende do Ministério da Agricultura, há dois incêndios cujas causas ainda estão a ser investigadas. São os de São Pedro (Tomar) em 27 de Junho e Couço (Coruche) em 30 de Junho. O relatório dá ainda conta de um incêndio em Bemposta (Abrantes), no dia 26 de Julho, provocado por exercícios militares. Nesta ocorrência as chamas queimaram 228 hectares de área florestal, ou seja, o equivalente a 228 campos de futebol. Com causas indeterminadas aparecem os fogos de Glória do Ribatejo (Salvaterra), em 30 de Junho, no qual arderam 220 hectares e Pedrógão (Torres Novas), em 25 de Julho, no qual arderam 456 ha de floresta e matos.
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