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Sócios aceitam fusão

Sócios aceitam fusão

Caixa de Crédito Agrícola de Santarém une-se com a de Alcobaça

Os sócios da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Centro, com sede em Santarém, aprovaram a fusão com a Caixa de Alcobaça. De acordo com fonte ligada ao processo, este é apenas um processo administrativo que visa a consolidação do grupo e economias de escala, não pondo em risco encerramento de instalações nem postos de trabalho.

Edição de 22.09.2004 | Economia
Afinal a maioria venceu. E apesar de alguma polémica levantada na semana passada, a assembleia geral da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Centro (CCARC) realizou-se na segunda-feira sem sobressaltos, acabando os sócios por aprovarem a fusão da instituição com a Caixa de Alcobaça, pela incorporação dos activos.A Caixa de Alcobaça foi a escolhida mas, segundo o nosso jornal apurou, havia mais duas instituições a cobiçarem a integração da congénere de Santarém nos seus activos – as caixas de crédito agrícola de Alcanhões e de Caldas da Rainha.O presidente da direcção da Caixa de Alcanhões escusou-se a tecer qualquer comentário sobre o assunto, não confirmando nem desmentindo um eventual interesse, apesar de alguns sócios acharem que a instituição estaria sempre fora da corrida por não ter dimensão suficiente.Ao contrário, o adjunto da gerência da caixa de Caldas da Rainha admitiu a existência de conversas informais nesse sentido, adiantando que têm crescido exactamente por apostarem em fusões (recorde-se que recentemente a instituição agregou as dependências de Óbidos e Peniche).“Sei que o assunto está na direcção mas ainda não há nada de concreto, apenas conversas informais”, referiu a O MIRANTE Rui Rego.Apesar de outros interesses, os sócios privilegiaram a fusão entre as caixas de crédito agrícola de Santarém e Alcobaça, por incorporação dos activos da primeira na segunda instituição. De acordo com uma fonte ligada ao processo este é apenas um processo administrativo que visa a consolidação do grupo e economias de escala, não pondo em risco e encerramento de instalações nem os postos de trabalho.“O que agora vai ser feito é o mesmo que a Caixa de Santarém já fez, quando incorporou a dependência de Rio Maior”, salientou a mesma fonte, adiantando que também não será linear que o poder de decisão fique em Alcobaça.A fusão foi aprovada na segunda-feira mas até à sua concretização efectiva ainda há muito para fazer, já que os trâmites legais e processuais têm de ser seguidos. E o principal agora é que a fusão seja aprovada pelo Banco de Portugal. Sem a luz verde do organismo que supervisiona a actividade financeira nacional o processo voltará à estaca zero. Mas em princípio não haverá nenhuma razão para o Banco de Portugal vetar um processo, afinal igual a tantos outros.Balcões de Alcanhões e Pernes não são afectadosAo contrário do que escrevemos na última edição, as caixas de crédito agrícola de Alcanhões e de Pernes não dependem da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Centro, com sede em Santarém. Sendo assim, qualquer que fosse a decisão dos sócios desta última entidade, na assembleia-geral realizada na segunda-feira, não traria quaiquer consequências para aqueles balcões, que são autónomos.
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