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A última missa do padre Diogo

Passagem de testemunho na Paróquia de Chamusca
Edição de 22.09.2004 | Sociedade
Há mais de 20 anos que o padre Fernando Diogo ultrapassou a idade que a lei do Direito Canónico impõe como limite para a “reforma” como pastor do rebanho católico de uma determinada paróquia. Mas a despedida da vida activa do sacerdote da Chamusca só se deu no domingo, aos 86 anos. O padre Diogo vai agora viver no Lar da Misericórdia da Chamusca. “O descanso dos veneráveis” como assinalou o padre Campos, que representou o Bispo de Santarém na cerimónia, no final da missa de 19 de Setembro, que marcou a despedida de Fernando Diogo e a entrada do padre José Abílio para pároco da Chamusca.Na hora da despedida, Fernando Diogo tem razões para se sentir satisfeito. A Igreja da Matriz foi pequena para albergar tantos fiéis e amigos do agora ex-pároco da vila, que ali permaneceu durante 48 anos. Muita gente ficou no adro, de onde assistiu à cerimónia religiosa.Durante a missa, o padre Campos, que fez questão de justificar a impossibilidade da presença do Bispo D. Manuel Pelino Domingues, por se encontrar hospitalizado, referiu o longo sacerdócio de Fernando Diogo - “63 anos ao serviço da comunidade cristã, 15 anos no Bombarral, em condições muito difíceis e 48 anos na Chamusca, onde desempenhou um trabalho de grande dignidade”.O novo pároco da Chamusca é o padre José Abílio, que conjuntamente com o padre Francisco Ruivo, que há muitos anos é pároco no Pinheiro Grande, vai assegurar o sacerdócio em todo o concelho.Após a missa, cerca de quatrocentas pessoas reuniram-se num almoço de homenagem ao padre Diogo, manifestando-lhe, mais uma vez, toda a amizade e estima. Na altura o provedor da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca, Fernando Barreto, que em nome da família católica da Chamusca deu as boas vindas ao padre José Abílio, salientou que não era uma despedida nem o fim da linha do padre Diogo, porque “vai ficar como capelão do Lar da Misericórdia”.

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