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Abate de eucaliptos contestado na Póvoa

Câmara vai cortar centenas de plátanos e vai fazer a reflorestação

Um grupo de munícipes não gostou de ver a câmara abater dois eucaliptos centenários na Póvoa de Santa Iria. A autarquia justificou o corte com razões de saúde pública e segurança e anunciou que serão abatidos centenas de plátanos, mas os espaços verdes serão compensados com milhares de novas árvores.

Edição de 22.09.2004 | Sociedade
Os dois eucaliptos gigantes cortados a semana passada na Quinta Municipal da Piedade, junto à Rua Padre Manuel Duarte, na Póvoa de Santa Iria, foram abatidos por razões de segurança e de saúde pública. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem em marcha um plano para abater centenas de plátanos que estão a causar problemas de saúde. Durante a década de 80, a câmara plantou milhares de plátanos em vários pontos do concelho. Os protestos dos munícipes começaram a surgir com queixas das alergias, alegadamente, causadas por uma substância libertada pelas árvores. Os técnicos da autarquia concluíram que os plátanos podem causar alguns problemas de saúde e aconselharam a sua substituição por outras espécies, incluindo árvores de fruto. Segundo o vereador Vale Antunes (PS), responsável pelo acompanhamento do plano, a autarquia decidiu optar por dar prioridade ao abate de plátanos situados em zonas escolares ou mais frequentadas por idosos “por serem mais sensíveis às alergias”. O autarca garante que se os outros munícipes apresentarem um parecer médico que prove que sofrem de problemas de saúde relacionados com a vizinhança de plátanos, a câmara irá bater essas árvores. “Todas as áreas onde se dêem abates serão reflorestadas a seguir”, assegurou o vereador.Protestos na Quinta da PiedadeSegundo o responsável pela Quinta Municipal da Piedade, Vale Antunes (PS), as duas árvores quase centenárias tinham problemas fitosanitários “muito graves” e o seu abate foi aconselhado pelos técnicos da autarquia que estudaram a situação. Uma terceira árvore foi salva, mas não há garantias de que consiga resistir e o seu abate também poderá ser equacionado. A decisão da Câmara de abater os dois eucaliptos gerou protestos de vários moradores que continuam sem compreender os argumentos dos técnicos. Enquanto decorria o abate, na terça-feira, 14 de Setembro, alguns dos vizinhos da quinta manifestaram o seu desagrado. Os jovens que frequentam a quinta também mostraram tristeza pelo derrube das árvores com as quais cresceram. “Eram árvores de grande porte e muito antigas, deveriam ter sido cuidadas a tempo. A câmara nunca olhou por elas”, lamenta Diogo Alexandre, um jovem de 17 anos que frequenta a quinta desde que aprendeu a dar os primeiros passos.O vereador Vale Antunes entende o desânimo de novos e velhos moradores, mas baseia-se nos pareceres técnicos para dizer que não há nada a fazer. “Os troncos das árvores estavam ocos e num estado de degradação muito avançado”, concluiu. Uma das razões apontadas para o apodrecimento das árvores é a humidade existente no local perto de uma linha de água. Segundo o parecer, a queda de ramos para a via pública punha em risco os peões que ali circulavam. Para compensar as espécies perdidas, a Câmara de Vila Franca tem plantado centenas de novas árvores.

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