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Associação Forense de Santarém relançou movimento no país

Edição de 22.09.2004 | Sociedade
Como surgiu a ideia de constituir a Associação Forense de Santarém?A associação foi constituída em Maio de 2001. Na altura sentiu-se da parte de advogados e magistrados de Santarém a necessidade de criar uma estrutura diferente, fora dos organismos tradicionais de representação das classes profissionais: Ordem dos Advogados e sindicatos. Esta associação é um fórum de discussão inter-profissional onde as pessoas podem debater abertamente os seus problemas. Que balanço faz destes três anos…A associação está a dar frutos não só a nível da divulgação local do Direito, como do relacionamento entre os profissionais forenses como exemplo de participação cívica. Contribuímos para relançar o movimento associativo na área da justiça, a nível nacional, que se estava a perder. Já interviemos num jantar de constituição da Associação Forense do Oeste. Depois da nossa já foram criadas a Associação de Direito e Justiça de Setúbal, Associação Jurídica da Maia, Iuris Tantum de Tomar e República do Direito de Coimbra.E a nível de actividades específicas?No primeiro aniversário da associação fizemos um seminário sobre o arguido e a sua defesa. Abordámos também a revisão do código do processo penal. Este ano realizámos um debate sobre a reforma da acção executiva, onde conseguimos reunir 350 pessoas. Debatemos também as leis da família e promovemos, em 2003, um encontro nacional de associações jurídicas de onde saiu o projecto de constituição de uma rede nacional de associações.Tem havido uma boa adesão dos profissionais? Começámos em 2001 com 34 associados e neste momento são 110. Temos esperança de chegar dentro de pouco tempo a 200 associados. Mas não é fácil em virtude da passividade dos profissionais em aderirem ao projecto, apesar de reconhecerem a sua virtualidade, porque cada classe já tem organismos que as representam. No entanto, existem problemas que só podem ser resolvidos nesta sede inter-profissional.E qual tem sido a ligação com a comunidade?Há uma ideia em que podemos vir a trabalhar no futuro e que passa por disponibilizar à comunidade técnicos para prestar informações e apoio jurídico. E colaboração regular com as escolas do ensino secundário. Quais são os próximos projectos?A próxima iniciativa passa por discutir a relação entre os tribunais e a comunicação social, provavelmente em Outubro. Estamos ligados ao centro de Estudos Judiciários e à faculdade de Direito da Universidade Católica, com as quais temos protocolos. E isso vai permitir-nos aproveitar o planeamento feito por essas entidades.

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