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Cinco milhões enterrados no centro histórico

Câmara de Tomar promete investir em água e saneamento na zona mais nevrálgica da cidade
Edição de 22.09.2004 | Sociedade
A Câmara de Tomar vai gastar nos próximos anos mais de cinco milhões de euros em infra-estruturas de águas e saneamento no centro histórico da cidade. O anúncio foi feito pelo presidente da câmara durante a assembleia municipal. O município de Tomar vai investir nos próximos anos mais de cinco milhões de euros nas infra-estruturas de água e saneamento dentro do centro histórico da cidade, anunciou o presidente da câmara, António Paiva (PSD), na assembleia municipal realizada sexta-feira, dia 17. Uma declaração que surgiu após a oposição socialista ter tecido duras críticas à política do executivo de maio-ria social-democrata relativamente a uma zona nevrálgica da cidade. O deputado socialista António Mendes foi o que manifestou uma opinião mais dura sobre as opções tomadas pela câmara, nomeadamente no que respeita ao encerramento ao trânsito da rua Serpa Pinto, mais conhecida por Corredora.Para António Mendes o executivo municipal tomou a opção mais fácil, já que existiam outras alternativas em que se poderia conciliar a circulação rodoviária e a pedonal. “Existem exemplos de cidades europeias que conciliam a conservação patrimonial com estacionamento e circulação rodoviária”.Ao descontentamento do PS juntou-se o comunista José Serra. O presidente da Junta de Freguesia de Carregueiros afirmou que a pedonalização e a recuperação efectuada no centro histórico da cidade levou a que a zona perdesse metade da sua população nos últimos dez anos.Uma opinião não partilhada obviamente pelo presidente do município. António Paiva rejeitou as críticas sobre a desertificação do centro histórico, salientando que existem dezenas de projectos de recuperação de edifícios.E foi pelo facto de muitos dos edifícios não terem sido alvo de intervenção ao longo dos últimos anos que a autarquia não avançou antes com a renovação das infra-estruturas de saneamento básico.Com muitas casas antigas já recuperadas e outras em recuperação António Paiva disse ser agora o momento de se partir para uma grande intervenção pública na colocação das infra-estruturas no subsolo, num investimento superior a cinco milhões de euros que deverá estender-se por vários anos.O projecto, que está a ser feito pelos serviços camarários, faz parte do que o presidente apelidou de aposta na requalificação urbana da cidade e poderá vir também a ter apoios comunitários, uma vez que o município irá candidatar-se aos fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA).Apesar das críticas, a unanimidade esteve presente na altura de se aprovar um novo pedido de classificação como “área crítica” para o centro histórico da cidade. Esta classificação permitirá à autarquia intimar proprietários para a recuperação de habitações degradadas na zona ou, em último caso, proceder à expropriação dessas habitações.

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