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Mercado de Tomar novamente suspenso

Mercado de Tomar novamente suspenso

Feirantes afirmam-se prejudicados e exigem mais respeito por parte do município

A realização do mercado semanal de Tomar vai ser novamente suspensa nos dias 15 e 22 de Outubro, devido à Feira de Santa Iria. Os vendedores afirmam-se prejudicados com a situação. A câmara continua à procura de um espaço para feiras e mercados.

Edição de 22.09.2004 | Sociedade
Os feirantes que todas as sextas-feiras se deslocam a Tomar para vender os seus produtos não compreendem porque são tratados como uma “mercadoria” pela câmara municipal. E exigem mais respeito dos responsáveis autárquicos.Primeiro disseram-lhes em cima da hora que iriam mudar para a outra margem do Nabão. Depois nunca mais mudavam. Quando finalmente a transferência foi concretizada havia gente a ocupar dois terrados, outros que não tinham nenhum e muitos que não queriam ficar onde os colocaram.A confusão foi tanta que, por uma questão de segurança, o mercado esteve suspenso praticamente um mês, com a venda a regressar em Agosto. E quando os feirantes ainda tentam recuperar do prejuízo que a suspensão lhes causou, o município anuncia nova suspensão, desta vez por causa da realização da Feira de Santa Iria.“Isto é uma vergonha, quem manda nesta cidade não tem respeito por quem aqui vem vender”, referia ao nosso jornal uma vendedora. Um sentimento generalizado aos restantes feirantes.Para Luciano Sampaio o que mais tem faltado a quem decide é bom senso. “Todos os anos só alguns feirantes é que conseguem lugar para vender durante a Feira de Santa Iria. Mas pensávamos que este ano, por causa dos prejuízos que nos causaram, a câmara ia alargar a venda a todos. Afinal nada disso vai acontecer”, queixa-se o vendedor.Não vai acontecer porque, apesar de estar prevista a venda ambulante durante o período da feira, que se inicia a 15 de Outubro e decorre durante duas semanas, o espaço não chega para todos. “Os que quiserem vender inscrevem-se, mas não podemos lá pôr todos”, admite o vereador do pelouro, Ivo Santos.Para o autarca, os feirantes estão a fazer uma tempestade num copo de água. “Eles (os vendedores) já sabem que todos os anos o mercado semanal é suspenso por causa da feira, não percebo qual é agora o problema”.O grande problema é a falta de espaço. Além do terreno onde agora se realiza o mercado, na margem esquerda do rio Nabão, ser mais pequeno que o anterior espaço do mercado, na margem direita do rio, tem ainda de albergar as tasquinhas dos comes e bebes.“A câmara só nos tem prejudicado. Mudaram-nos para um sítio pior, estivemos um mês sem poder vender e agora vamos estar mais 15 dias. Quem é que nos paga os prejuízos”, questiona uma feirante do Entroncamento.Enquanto apregoa cuecas e soutiens a um euro, João Caetano também se mostra insatisfeito com as tomadas de posição do município relativamente à feira semanal. “Somos uns mal amados”, diz.Para o vendedor de Abrantes a autarquia devia era arranjar de uma vez por todas um espaço condigno e permanente para a realização do mercado. E diz que também não faz sentido suspender-se o mercado por causa da feira. “Em vez de pôr os carrosséis na Várzea Grande punham lá os vendedores e mandavam os divertimentos para os pavilhões da FAI, que era para onde estava decidido irem”, refere João Caetano, adiantando que com esses a câmara “sabe entender-se”.Ao contrário do inicialmente previsto, o parque de diversões vai ser instalado na Várzea Grande uma vez que, segundo o vereador responsável, colocá-los junto à FAI traria muitos incómodos aos munícipes, que teriam de se deslocar para a periferia da cidade.
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