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Ratos no jardim de infância

Ratos no jardim de infância

Instalações do Centro Interparoquial de Santarém fecham para desinfestação durante duas semanas

Cento e trinta crianças não podem frequentar o Jardim de Infância do Milagre, em Santarém, devido aos ratos que invadiram as instalações. As operações de desinfestação vão durar duas semanas.

Edição de 22.09.2004 | Sociedade
O Jardim de Infância do Milagre, em Santarém, vai estar encerrado até dia 1 de Outubro devido a uma praga de ratos que invadiu as instalações. Os roedores, presume-se, são originários de uns prédios velhos existentes na zona, no centro histórico da cidade. Os pais das crianças queixam-se de falta de informação dos responsáveis da instituição e temem pela saúde dos filhos. A situação foi conhecida segunda-feira à tarde através de um papel colocado na porta, dando conta que as instalações iam estar fechadas para desratização. “É de lamentar que perante uma situação destas ninguém tenha informado os pais convenientemente”, desabafou Nuno Branco que tem um filho de quatro anos a frequentar o estabelecimento. “Só tive conhecimento do caso por volta das 17h30 quando fui buscar o meu filho e reparei no papel. De resto não nos deram nenhuma explicação sobre o motivo do encerramento nem foram apresentadas alternativas”, acrescentou em declarações a O MIRANTE. Nuno Branco presume que a tomada de posição do Centro Social Interparoquial de Santarém (CSIS), proprietário do jardim-de-infância, tenha sido motivada pelas notícias de que as mortes do caso de Ponte de Lima tinham sido provocadas pela urina dos ratos. Tal como outros pais com quem O MIRANTE falou, mas que preferiram o anonimato, queixou-se também do facto do CSIS não ter arranjado uma solução para acolher as crianças. Na terça-feira este pai teve que levar o filho para o trabalho porque não tinha onde o deixar. Só a meio da tarde, depois de o nosso jornal ter falado com os responsáveis da instituição, lhe foi comunicada uma alternativa. Segundo o padre Manuel Borges, presidente do CSIS, os pais que tenham dificuldade em ter os filhos consigo, podem deixá-los em outras duas instalações desta instituição particular de solidariedade social. É o caso do pavilhão social e da unidade da Rua Miguel Bombarda, onde existem serviços de refeições. O presidente do Centro Interparoquial recusa as acusações de falta de informação aos pais, dizendo que a directora daquela unidade esteve sempre disponível para os esclarecer. O pároco sublinhou ainda que estava preo-cupado com o facto das instalações terem sido invadidas pelos ratos. E nesse sentido, afirma, resolveu-se encerrar o jardim de infância para que “não haja problemas para as crianças”. Manuel Borges explicou ainda que todos os anos as instalações são desinfectadas em período de férias. E acrescentou que ainda na semana passada, perante a suspeita de existirem roedores nas instalações, tinham sido feitas desinfestações por uma empresa especializada. No entanto a operação feita na altura não terá sido eficiente. A origem dos ratos, no entender do padre Borges, está em instalações abandonadas e degradadas que circundam as instalações. O Jardim de Infância do Milagre acolhe 109 crianças, mais 30 na valência de creche.
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