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Uma prenda que demorou a chegar

Uma prenda que demorou a chegar

Crianças de São Domingos já podem ir à escola sem sair do bairro, mas ainda há carências por resolver

Muita coisa mudou na urbanização de São Domingos na última década. O novo jardim deu uma pincelada de verde a uma paisagem dominada pelo betão. E a escola primária finalmente abriu portas. A maior dor de cabeça é a falta de lugares para estacionamento.

Edição de 22.09.2004 | Sociedade
Após anos de promessas, de avanços e recuos, a Escola Básica de São Domingos é finalmente uma realidade. Neste ano lectivo, as crianças daquele populoso bairro de Santarém já podem frequentar o primeiro ciclo do ensino básico perto de suas casas. A obra constou das reivindicações da Associação de Residentes durante largos anos e acabou por avançar a expensas da Câmara de Santarém, sem apoio financeiro do Governo.Foi um suspiro de alívio para muitos pais e menos um ponto no rol de reclamações dos moradores, que nos últimos anos tiveram outras boas notícias como a construção do jardim e parque infantil, a melhoria do acesso ao planalto escalabitano ou a requalificação da faixa de terreno pertencente à EPAL. Ao bairro chegou também uma agência bancária e nas proximidades foi aberta uma farmácia que evita as deslocações ao planalto. Os transportes públicos urbanos também fazem uma cobertura razoável da zona.Mas em São Domingos ainda há muito a fazer. Há anos que é aguardada a construção de uma Extensão de Saúde no bairro. A Câmara de Santarém disponibilizou um terreno para o efeito, há cerca de quatro anos. Na altura da assinatura do protocolo com a Sub- Região de Saúde de Santarém previa-se que a obra arrancasse nos anos seguintes. Mas até à data nada sucedeu. Numa zona onde abunda a população jovem, as respostas nesse campo também estão longe de agradar. O parque infantil preencheu uma lacuna, mas o velho recinto polidesportivo por vezes não chega para as encomendas e poderia estar melhor estimado.Nos últimos anos começou a assistir-se aos primeiros fenómenos de delinquência. Os actos de vandalismo alegadamente praticados por jovens da zona deixaram marcas nalguns locais. Essa situação levou a que os residentes reivindicassem a instalação de um posto da polícia no bairro. Aspiração que não foi satisfeita pela PSP, que se debate com a escassez de efectivos. As autoridades policiais têm no entanto sempre assegurado que a zona de São Domingos é patrulhada com regularidade, por agentes fardados e à paisana.A descentralização de outros serviços como o dos Correios, também foi reclamada. Mas apesar de se falar regularmente nessa possibilidade nada aconteceu até agora. O estacionamento é outras das dores de cabeça para quem ali vive. Ao fim do dia encontrar um lugar é tão difícil como encontrar uma agulha num palheiro. Resta aos automobilistas deixarem os carros em cima dos passeios. A Associação de Residentes já em 2001 lembrava o então presidente da câmara para a necessidade de se criar mais lugares, roubando espaço aos passeios cuja largura o permitisse. “Estamos perante a zona da cidade com o maior défice de oferta de estacionamento”, lembrava o então presidente da Associação de Residentes, Júlio Seabra. O seu sucessor, Manuel Baptista, voltou à carga pouco tempo depois com um caderno reivindicativo onde se propunha a construção de um silo para aparcamento.O tempo nada trouxe de novo nesse campo e a situação vai-se agravando. Emília Leitão, que há anos vem desempenhando cargos nos corpos sociais da associação, reconhece que muita coisa mudou para melhor em São Domingos, mas que o estacionamento e o policiamento continuam a ser pontos fracos por resolver.
Uma prenda que demorou a chegar

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