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Saiu Pedro Varino entrou Mário Lázaro

Chicotada psicológica na União da Chamusca

Três derrotas em três jogos fizeram transbordar o copo e Pedro Varino deixou o comando técnico da União de Chamusca. O ex-treinador sai descontente com alguns elementos da direcção, que não identifica, mas a quem acusa de terem “minado” o seu trabalho. Mário Lázaro, que em 2003/2004 treinou o Coruchense, é o novo treinador da equipa chamusquense.

Edição de 29.09.2004 | Desporto
O treinador da União Desportiva de Chamusca não resistiu aos maus resultados conseguidos pela equipa e deixou o comando técnico do grupo. Foi um divórcio anunciado. Com três derrotas, duas delas bem pesadas, nos primeiros três jogos do Campeonato Distrital da Primeira Divisão, o lugar de Pedro Varino estava na corda bamba e no domingo, após a derrota 6-0 em Amiais de Baixo, a separação consumou-se.Para o seu lugar foi já contratado Mário Lázaro, um treinador de Alpiarça, muito experiente, que na época passada treinou o Coruchense. Curiosamente, o novo técnico da União, que já começou a treinar na terça-feira, iniciou a sua carreira de treinador na Chamusca. “Já lá vão 24 anos, quando iniciei a minha carreira de treinador ao serviço da então Juventude Chamusquense”, recordou Mário Lázaro ao nosso jornal garantindo que esse foi também um facto que pesou na balança ao aceitar o lugar.Aceitando que a sua vinculação à União é uma aventura, Mário Lázaro garantiu que está esperançado em conseguir ultrapassar as dificuldades e recuperar a equipa. “Não podia dizer que não ao convite que me foi feito, e creio que com a minha experiência e aproveitando o trabalho que foi feito pelo Pedro Varino, podemos dar a volta ao texto e no final fazermos a festa da manutenção, o principal objectivo que me foi proposto”, disse o técnico.O presidente da direcção da União Desportiva de Chamusca, Fernando Milheiro, garantiu que apenas os maus resultados levaram a este desenlace e referiu que foi Pedro Varino que colocou o lugar à disposição. “A nossa amizade com o Pedro Varino continua a manter-se, e nada temos a criticar do trabalho que vinha realizando. Tentámos tudo para que ele continuasse, mas quando os resultados não aparecem a corda parte sempre pelo lado mais fraco”, lamentou o dirigente.Esta situação é, no entanto, colocada em causa por Pedro Varino, que em declarações a O MIRANTE, confessou a sua frustração por não poder levar até ao fim um projecto em que acreditava. E não deixou de apontar o dedo a pelo menos um director, que tudo fez para lhe dificultar a vida. “Ao mesmo tempo que me dava palmadinhas nas costas, voltava-se para o outro lado e questionava os meus métodos e minava o ambiente dentro do grupo de trabalho e na direcção”, disse, sem concretizar o nome do director em causa.Pedro Varino foi mesmo mais longe e referiu que, “o presidente Fernando Milheiro, um homem honesto e de grande dignidade, não merece ter como braço direito uma pessoa como a que tem”. O técnico acrescentou ainda que depois de algumas atitudes a que assistiu durante os últimos tempos, a sua substituição à frente da equipa já estava programada e foi por isso que se antecipou e decidiu colocar o seu lugar à disposição. “Quando notamos que não há confiança no que fazemos e que os dirigentes não estão connosco só nos resta ir embora”, acrescentou.O treinador e o seu adjunto João Carlos, que também saiu, dedicavam-se também a um projecto de desenvolvimento com as camadas jovens do clube, onde vinham a realizar um excelente trabalho. Projecto que com a sua saída fica também em causa. Pedro Varino referiu que ele e João Carlos sentiam grande tristeza por deixar o trabalho com os jovens, mas esperam que os dirigentes do União não o deixem perder “para bem do futuro do futebol da Chamusca”.

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